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1. A segurança emotiva e a percepção realística de si mesmo (auto aceitação)
Indica a capacidade de suportar a frustração, de modo que os estados emotivos não interfiram nos seus atos nem interfiram no bem estar dos outros. Os impulsos emotivos (da agressividade e da sexualidade) são assumidos, integrados e nunca reprimidos. Assim se fará um bom uso destas importantes energias impulsionadoras do crescimento do indivíduo. Esse processo é feito sem grandes perturbações. As frustrações são bem trabalhadas. Os conflitos e tensões, mesmo presentes, não são determinantes e não impedem o desenvolvimento de um autêntico senso de segurança e confiança.
A segurança emotiva não consiste apenas na capacidade da suportação das frustrações, mas também na capacidade de trabalhá-las, ou seja, canalizar as energias emotivas para uma causa nobre e não para um perigoso processo de auto destruição. Possui o senso da proporção das coisas, sabendo correr riscos razoáveis à luz do bom senso, onde a cautela e a prudência caminham lado a lado com a prevenção de expressões de pânico ou de dramatizações exageradas das diversas situações.
É um alguém capaz de exprimir o próprio pensamento, os sentimentos e convicções sem se sentir ameaçado ou sob o efeito do complexo de culpa. O ponto de vista dos outros na sua diferença e peculiaridade não o inibe nem lhe tolhe a liberdade de se exprimir com responsabilidade e no desejo de acertar e ajudar os outros. Sabe respeitar e levar na devida consideração a opinião e os sentimentos dos outros. Por isso, não se sente o dono da verdade nem se apresenta como um oportunista manipulador da opinião da maioria em prol dos próprios interesses. Suas intervenções são sinceras e se fundamentam na sincera busca do bem comum.
Sem perder a força propulsora dos grandes ideais que impulsionam a própria vida, a pessoa é realista e não dramatiza as situações ou experiências desagradáveis. Procura desenvolver um auto controle que não lhe permita de viver ao sabor das variações emotivas ou das imaturidades ou descontroles dos outros. O seu comportamento, substancialmente, não é reativo, mas pró-ativo, ou seja não são os impulsos emotivos imediatos que condicionam a ação a ser tomada, mas os princípios comportamentais que se considera como verdadeiros valores.
Sua vida é marcada pela graça do momento presente. Por isso, não vive o saudosismo improdutivo e paralisante do passado, nem se perde em vãs expectativas ou exagerada preocupação com o futuro. Nem muito menos vive num presentismo onde a vida parece condicionada e fixada no agora, constituído por momentos isolados, desconexos, sem sentido. As raízes profundas fixadas na salutar tradição do passado, com toda a grande riqueza de suas sapienciais heranças. O futuro suscitará antenas sensíveis, para captar os sinais dos tempos, de modo a não faltar uma bem compreendida preparação para o mesmo. Deste modo, a capacidade de programação será um poderoso preventivo para toda espécie de improvisação e de paliativos de última hora. Este mesmo momento presente, vivido intensamente, é também marcado pelo senso do realismo e por uma inteligente capacidade de adaptação às condições climáticas, geográficas, culturais, sociais, políticas e econômicas.
Sem deixar de ser ele mesmo, saberá sensatamente adaptar-se às pessoas na sua diversidade, limites e valores. Saberá tirar proveito disso, mas sem manipular as coisas conforme as próprias conveniências. As respectivas exigências destas condições (do ambiente e das pessoas) são harmonizadas com as necessidades do indivíduo. O fato de estar numa determinada situação faz com que a realidade seja assumida assim como ela se apresenta, tentando de transformar o que for possível e assumir integrando na própria personalidade o que não é possível transformar.
Conviverá sem dramas com aqueles problemas que efetivamente ou momentaneamente não apresentam solução satisfatória. Não é um alguém que passa todo o tempo a se lamentar com expressões tais como: "deveria ser assim, ah se eu estivesse com outra pessoa ou noutro clima, ou noutra congregação, ou noutra vocação a situação seria melhor", etc. Noutras palavras, a pessoa não vive de fantasias, de ilusões, mas a partir da realidade tenta nela encarnar os valores que acredita. Tudo isso, portanto, não significa que haja uma adaptação ou uma adequação passiva do indivíduo ao ambiente como se ele fosse um fruto do meio ou um consumidor parasitário do que lhe é oferecido ou imposto.
O comportamento maduro nunca comportará atitudes masoquistas ou marcadas pelo vitimismo. Por isso, marcada por um comportamento resignado e apático, a pessoa imatura sente dificuldade na sua auto superação rumo a níveis mais altos de qualidade de vida, de amadurecimento e de efetivo crescimento.
Ao nível de inconsciente, quando não estamos atentos e inseridos no auto-conhecimento, nós colocamos sobre a nossa identidade as máscaras das quais os atores gregos faziam uso, quando representavam nas tragédias e interpretavam os vários personagens nas peças de teatro. Conforme era a máscara, da mesma forma era a voz e o comportamento. Aquele alguém interpretado não era o mesmo que o interpretava.
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CONTINUA ...
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Padre Antônio Marcos Chagas
Fonte: Comunidade Shalom
criado por Rodrigo Magno
19:18:43