Blog Actus Fidei - Atos de Fé

UM BLOG A SERVIÇO DA FÉ CATÓLICA!

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09.07.07

As características da personalidade madura

categorias: Reflexão

PARTE II - Continuação

Quando o senso da verdade de quem somos não é claro ou atuante, colocamos a máscara nas nossas atitudes para corresponder às expectativas dos outros, especialmente das pessoas significativas. Vem à tona este duplo aspecto: o que os outros esperam de mim e aquilo que eu quero apresentar de mim mesmo aos outros. A imagem que o indivíduo quer apresentar de si mesmo é o que tantas vezes prevalece. Se esse desejo de agradar for exagerado, ele acabará sendo um alguém não somente fragilizado, como também condicionado por uma variedade de identidades.

Essa duplicidade ou multiplicidade de personalidades, atuadas conforme o momento ou a conveniência, gerará um terrível desgaste psicológico (com repercussões físicas e espirituais) gerando, assim, um notável desperdício de energia psíquica. Certos comportamentos trazem em si o desejo de externar uma boa imagem de si: o esforço de mostrar aos outros, o que se é capaz de fazer, tendo por alvo aumentar a credibilidade e por conseguinte reforçar a auto-estima.

O problema é que, quando as coisas começam a andar mal ou quando surgem as contradições e a vida com suas aparências sofrem riscos, a verdadeira realidade que estava submersa ou camuflada vem à baila; e se desmascara a mesma realidade que se tentou esconder.
Porém, como a pessoa ideal não existe e o mito do super-homem ou da mulher maravilha é uma tola ilusão, os limites ou os condicionamentos que estão por trás de certos comportamentos hão de aparecer talvez através de desagradáveis surpresas. Por isso, a segurança emotiva significa também reconhecer os próprios limites, assumi-los com humildade e realismo, importa integrar as sombras, ou seja os elementos negativos da personalidade. Negá-los, camuflá-los, encobri-los poderá gerar uma ilusão desgastante e nociva para a alegria e a serenidade.

Manter algo encoberto, sob a pressão implacável do medo nunca há de ser algo positivo. É bem verdade, que, para quem tem valores morais e éticos, e neles acredita, nunca deve desistir de vivê-los, nem deve, erroneamente, em nome da sinceridade, abraçar ou simplesmente viver em conformidade com os próprios impulsos ou as próprias inclinações quando estas revelarem contra-valores na sua forma de expressão. Esse senso da realidade levará a comportamentos equilibrados, balanceados e isento de destemperos, iluminado pelos ditames da razão e transfigurado pela fé. Portanto, nem o fracasso deprime, nem o triunfo leva a euforia.

A pessoa madura não idealiza as demais pessoas. Haverá de encará-las na sua realidade: podem errar de tantas formas e por tantos motivos conhecidos ou encobertos. Deste modo se evitará exigir dos outros aquilo que os outros efetivamente não podem oferecer.

Algumas limitações psicológicas ao nível de insegurança, como a rejeição de toda responsabilidade não deve ser considerada como virtude, mas fuga que nasce de um complexo de inferioridade. Certos medos de se expor ou medos de assumir certos riscos ou a fuga ao enfrentar alguns tipos de problemas pode revelar não tanto humildade, mas imaturidade. A meta de quem se comporta assim é manter-se numa tranqüilidade passiva, compreendida como fuga dos problemas, fuga obsessiva dos conflitos para salvaguardar uma dependência que a impeça de decidir e de pensar com a própria cabeça, assumindo as responsabilidades da decisão tomada.

O cuidado obsessivo de não turvar as águas, de não levantar poeira que leva à manutenção de uma «paz de cemitério», mesmo quando a verdade e o bem maior estejam em jogo, pode revelar um perigoso descaso e um comportamento infantil. Talvez se entenda como é perigoso este quadro de religiosos, consagrados e cristãos leigos que buscam na vida comunitária do matrimônio ou da vida consagrada um doce refúgio, um ninho acolhedor para esconder seus medos, seus traumas e recalques bem como acomodar sua frágil personalidade num lugar longe dos conflitos ou desafios desgastantes.

O mesmo princípio se pode aplicar no caso de pessoas que procuram a solidão ou o isolamento não por motivações nobres tais como a oração, a contemplação, a atividade intelectual, mas simplesmente para não enfrentar os desgastes e as exigências da convivência com os outros. E este fenômeno tem sido muito comum nos últimos tempos (não querer partilhar o próprio espaço físico, os próprios bens, as próprias idéias e sobretudo a própria vida).

Concluindo
Parece desafiante e exigente este projeto de maturidade. Talvez, por isso mesmo ele seja bom. Afinal, maturidade não se alcança dando saltos mágicos, mas dando passos, pacientemente, insistentemente. Os desafios serão sempre uma fonte inexaurível de crescimento e de estímulos para melhorar. Basta acreditar e investir.


Padre Antônio Marcos Chagas
Fonte: Comunidade Shalom

  • criado por  Rodrigo Magno criado por Rodrigo Magno
  • Postado em 19:20:03

As características da personalidade madura

categorias: Reflexão

1. A segurança emotiva e a percepção realística de si mesmo (auto aceitação)

Indica a capacidade de suportar a frustração, de modo que os estados emotivos não interfiram nos seus atos nem interfiram no bem estar dos outros. Os impulsos emotivos (da agressividade e da sexualidade) são assumidos, integrados e nunca reprimidos. Assim se fará um bom uso destas importantes energias impulsionadoras do crescimento do indivíduo. Esse processo é feito sem grandes perturbações. As frustrações são bem trabalhadas. Os conflitos e tensões, mesmo presentes, não são determinantes e não impedem o desenvolvimento de um autêntico senso de segurança e confiança.

A segurança emotiva não consiste apenas na capacidade da suportação das frustrações, mas também na capacidade de trabalhá-las, ou seja, canalizar as energias emotivas para uma causa nobre e não para um perigoso processo de auto destruição. Possui o senso da proporção das coisas, sabendo correr riscos razoáveis à luz do bom senso, onde a cautela e a prudência caminham lado a lado com a prevenção de expressões de pânico ou de dramatizações exageradas das diversas situações.

É um alguém capaz de exprimir o próprio pensamento, os sentimentos e convicções sem se sentir ameaçado ou sob o efeito do complexo de culpa. O ponto de vista dos outros na sua diferença e peculiaridade não o inibe nem lhe tolhe a liberdade de se exprimir com responsabilidade e no desejo de acertar e ajudar os outros. Sabe respeitar e levar na devida consideração a opinião e os sentimentos dos outros. Por isso, não se sente o dono da verdade nem se apresenta como um oportunista manipulador da opinião da maioria em prol dos próprios interesses. Suas intervenções são sinceras e se fundamentam na sincera busca do bem comum.

Sem perder a força propulsora dos grandes ideais que impulsionam a própria vida, a pessoa é realista e não dramatiza as situações ou experiências desagradáveis. Procura desenvolver um auto controle que não lhe permita de viver ao sabor das variações emotivas ou das imaturidades ou descontroles dos outros. O seu comportamento, substancialmente, não é reativo, mas pró-ativo, ou seja não são os impulsos emotivos imediatos que condicionam a ação a ser tomada, mas os princípios comportamentais que se considera como verdadeiros valores.

Sua vida é marcada pela graça do momento presente. Por isso, não vive o saudosismo improdutivo e paralisante do passado, nem se perde em vãs expectativas ou exagerada preocupação com o futuro. Nem muito menos vive num presentismo onde a vida parece condicionada e fixada no agora, constituído por momentos isolados, desconexos, sem sentido. As raízes profundas fixadas na salutar tradição do passado, com toda a grande riqueza de suas sapienciais heranças. O futuro suscitará antenas sensíveis, para captar os sinais dos tempos, de modo a não faltar uma bem compreendida preparação para o mesmo. Deste modo, a capacidade de programação será um poderoso preventivo para toda espécie de improvisação e de paliativos de última hora. Este mesmo momento presente, vivido intensamente, é também marcado pelo senso do realismo e por uma inteligente capacidade de adaptação às condições climáticas, geográficas, culturais, sociais, políticas e econômicas.

Sem deixar de ser ele mesmo, saberá sensatamente adaptar-se às pessoas na sua diversidade, limites e valores. Saberá tirar proveito disso, mas sem manipular as coisas conforme as próprias conveniências. As respectivas exigências destas condições (do ambiente e das pessoas) são harmonizadas com as necessidades do indivíduo. O fato de estar numa determinada situação faz com que a realidade seja assumida assim como ela se apresenta, tentando de transformar o que for possível e assumir integrando na própria personalidade o que não é possível transformar.

Conviverá sem dramas com aqueles problemas que efetivamente ou momentaneamente não apresentam solução satisfatória. Não é um alguém que passa todo o tempo a se lamentar com expressões tais como: "deveria ser assim, ah se eu estivesse com outra pessoa ou noutro clima, ou noutra congregação, ou noutra vocação a situação seria melhor", etc. Noutras palavras, a pessoa não vive de fantasias, de ilusões, mas a partir da realidade tenta nela encarnar os valores que acredita. Tudo isso, portanto, não significa que haja uma adaptação ou uma adequação passiva do indivíduo ao ambiente como se ele fosse um fruto do meio ou um consumidor parasitário do que lhe é oferecido ou imposto.

O comportamento maduro nunca comportará atitudes masoquistas ou marcadas pelo vitimismo. Por isso, marcada por um comportamento resignado e apático, a pessoa imatura sente dificuldade na sua auto superação rumo a níveis mais altos de qualidade de vida, de amadurecimento e de efetivo crescimento.

Ao nível de inconsciente, quando não estamos atentos e inseridos no auto-conhecimento, nós colocamos sobre a nossa identidade as máscaras das quais os atores gregos faziam uso, quando representavam nas tragédias e interpretavam os vários personagens nas peças de teatro. Conforme era a máscara, da mesma forma era a voz e o comportamento. Aquele alguém interpretado não era o mesmo que o interpretava.
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CONTINUA ...
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Padre Antônio Marcos Chagas
Fonte: Comunidade Shalom

  • criado por  Rodrigo Magno criado por Rodrigo Magno
  • Postado em 19:18:43

01.07.07

Liturgia do Mês de Julho

JULHO

Inicia-se com uma celebração que valoriza o exemplo de dois discípulos: Pedro e Paulo. Um tema oportuno e atual, visto que em julho deverá ser publicado o Documento conclusivo da V Conferência de Aparecida, com tem o tema de “Discípulos e missionários de Jesus Cristo”. Pedro e Paulo, como conhecemos pela história, foram discípulos e missionários de Jesus e do Evangelho.

Fidelidade ao Evangelho
A primeira característica dos dois discípulos e apóstolos de Jesus é a fidelidade ao Evangelho. É o mesmo que falar de fidelidade ao projeto de Jesus Cristo para que o Reino de Deus aconteça no mundo. Cada um ao seu modo, Pedro e Paulo demonstraram total fidelidade a esse projeto, não parando diante de nenhum tipo de dificuldades, inclusive torturas, perseguições até o martírio.
Pedro e Paulo não se preocuparam em agradar o seu público e muito menos em serem populares às custas do Evangelho, mas em viver a fidelidade ao compromisso evangelizador diante de todas as provações que a sociedade ou regimes políticos lhes impunham, como proclama a Palavra dessa solenidade.

Missão dos discípulos
Como Pedro e Paulo, discípulos e apóstolos do Senhor que se fizeram missionários do Evangelho, os discípulos de Jesus de todos os tempos são missionários do mesmo Evangelho que os primeiros discípulos receberam do Senhor. Como eles, os discípulos de Jesus dos tempos atuais são constantemente enviados para anunciar a Boa Nova que o Reino de Deus já está presente entre nós, como acontece no envio evangelizador do 14o Domingo do TC - C.
Uma característica do discipulado cristão, na atividade de evangelizador é caminhar ao lado de outro evangelizador. Jesus os envia dois a dois, em espírito de comunhão, nas estradas do mundo para anunciarem o Evangelho. Nas entrelinhas de enviar dois a dois percebe-se a necessidade da comunhão na mesma fé e na mesma comunidade eclesial. Há nisso, igualmente, a mensagem que não existe comunhão isolada, “in intuito persona”.
Antes de ser evangelizador, o cristão precisa entrar na escola do Evangelho, se tornar discípulo de Jesus e partilhar sua fé com outros. Isso o fará compreender que evangelizar não é uma questão pessoal, uma decisão de quem se decide em ser ou não evangelizador, mas uma necessidade que nasce no coração através da convivência com o Mestre. O discípulo, em resumo, não evangeliza porque quer, mas pelo fato de ser discípulo, como conseqüência natural de comunicar a outras pessoas a beleza do Evangelho. Enquanto tal, o discípulo não pode deixar de evangelizar.

A opção preferencial pelos pobres
Também a Igreja é discípula e, dentro do contexto histórico e cultural onde vive é interpelada a ser discípula de Jesus e evangelizadora. É da natureza da Igreja ser discípula de Jesus e ser evangelizadora. Mas isso é o óbvio. A parábola do Bom Samaritano, proclamada no 15o Domingo do TC – C, ajuda entender que a Igreja, enquanto instituição é chamada a ter compaixão para com o pobre espoliado e caído por terra. E é nesse sentido que a Igreja, discípula de Jesus, emprega sua influência social em favor do pobre, através da opção preferencial pelos pobres.
A opção preferencial pelos pobres nada mais é que uma opção evangélica, natural de quem é discípulo do Senhor, a qual a Igreja não pode se excluir, com o grave risco de se colocar contra o próprio Evangelho. Ao refletir sobre a metodologia evangelizadora, a Igreja contempla o modo como Jesus acolhia e tratava os pobres e procura, na cultura e na história atual, especialmente na América Latina, a corresponder à exigência evangélica de erguer os pobres assaltados em seus direitos e a ser deles a voz exigindo respeito e vida digna. A opção preferencial pelos pobres é uma opção evangelizante, porque a Igreja se deixa evangelizar pelos pobres; é uma opção evangelizadora, porque a Igreja age como Jesus agia no relacionamento com os pobres e é uma opção profética, porque a Igreja é voz que fala em nome de Deus contra os pobres que são assaltados e impedidos de viver dignamente.

Comunidades contemplativas e orantes
Depois de três primeiros Domingos ativos, digamos assim, com a evangelização saindo a campo, os dois últimos Domingo de julho continuam no tema do discipulado, mas considerando a importância de escolher a melhor parte, de sentar-se aos pés de Jesus e ouvir o que ele ensina. Iniciemos pelo 16o Domingo do TC - C.
Não é segredo que o ativismo pastoral é uma realidade em padres, religiosos e agentes de pastorais. São pessoas marcadas pela personalidade de Marta, capazes de reclamar quando encontram alguém que “perde tempo aos pés de Jesus”, quanto se tem tanto a fazer. E, no entanto, o sentar-se aos pés de Jesus, o tirar tempo para ouvir e meditar o que diz Jesus, para conhecer melhor o Evangelho é uma necessidade urgente para o agente de pastoral e para as atividades de nossas pastorais. Não existe discípulo de Jesus se ele não se sentar aos pés do Mestre para silenciosamente alimentar-se de suas palavras.
Maria, aquela que se sentou aos pés de Jesus, é exemplo e modelo genuíno do discípulo e da discípula de Jesus. Antes de agir, aprende-se pelo exemplo de Maria, é preciso escolher a melhor parte: ouvir o Evangelho para transmiti-lo através de palavras e de serviços comunitários e pastorais. Uma proposta concreta, que surge da celebração do 16o Domingo do TC - C é criar núcleos de estudo e de reflexão iluminados pela Leitura Orante da Bíblia, um caminho seguro na formação do discipulado de Jesus.
Na continuidade exemplar, um discípulo vê Jesus rezando e pede que lhes ensine a rezar. O Evangelho do 17o Domingo do TC - C não menciona o nome do discípulo, tornando-o nominável em qualquer época histórica. Pode ser aquele discípulo que partilhou a convivência com Jesus e pode ser o discípulo de hoje, que se relaciona com Jesus pela fé. No contexto celebrativo desse Domingo, a 1a leitura descreve a importância de comunidades que vivem na justiça e sejam intercessoras da bondade divina. Na proposta celebrativa vem denominada como “comunidade orante”.
Comunidade orante é toda comunidade que alcançou a maturidade através do discipulado. São comunidades que se tornaram uma necessidade para nossas obras, pois de acordo com o ensinamento da Sagrada Escritura, evitam que o mal seja prejudicial ao mundo e atraem o bem e a bondade para todo o mundo. Todas as nossas comunidades, paroquiais, capelas, CEBs, movimentos, são convocadas pela Liturgia do 17o Domingo do TC - C a serem “comunidades orantes”. Contemplando, pela Liturgia, a necessidade e a importância da oração na vida pessoal e, de modo particular, na sociedade de hoje, ser comunidade orante é um serviço em favor da vida e da paz que a Igreja é chamada a prestar ao mundo inteiro.

Conclusão
O discipulado é um tema que acompanhará nossas propostas celebrativas, no mês de julho. Um tema oportuno e necessário, que ajudará nossas comunidades a entender o discipulado na atividade evangelizadora e na atividade contemplativa. Na atividade ativa e na atividade contemplativa. Na ação e na oração. Boas celebrações!

Fonte: http://www.liturgia.pro.br/pedjulho7.htm Serginho Valle


  • criado por  Rodrigo Magno criado por Rodrigo Magno
  • Postado em 21:44:39

21.06.07

CAMINHAR NA FÉ!

categorias: Espiritualidade

CAMINHAR NA FÉ!

A Igreja, enquanto comunidade de crentes, participa do caminho da humanidade que busca a verdade, contribuindo neste processo de um modo fundamental, já que de Cristo recebeu esta mesma verdade como dom, no Mistério Pascal (Jesus é a Verdade - Jo 14,6). Como "boa dispensadora da multiforme graça de Deus"(1 Pd 4,10) a Igreja é chamada a distribuir este dom, a partilhá-lo com toda a humanidade através do seu ministério profético.

"Não te aflijas com aquilo que te ultrapassa, pois foi mostrado a ti mais do que o homem pode compreender" (Eclo 3, 23). Esse texto me tocou de modo especial poucos dias antes de ir para Roma estudar teologia. Através dele, pude compreender que nenhum conhecimento que eu pudesse adquirir neste mundo por meu próprio esforço poderia superar aquele me é dado gratuitamente por Deus.

O conhecimento que é peculiar à fé é aquele "que exprime uma verdade que se funda no fato de Deus que se revela" (Fé e Razão - FR 8). Tem como princípio a fé divina, fundamentando-se no testemunho de Deus e contando com a ajuda sobrenatural da graça. Tem como objeto os mistérios escondidos em Deus, que só podem ser conhecidos se nos forem revelados do Alto.

Em Jesus Cristo, na sua Encarnação, realiza-se a síntese: "o Eterno entra no tempo, o Tudo esconde-se no fragmento, Deus assume o rosto do homem" (FR 12). Nenhuma filosofia da linguagem poderia pensar tal poder de comunicação! Em Cristo, questões que parecem sem resposta encontram sentido no mistério da fé: Por que o sofrimento? Por que a morte? Tudo aquilo que foi assumido por Jesus encontra nele sentido e ganha uma conotação salvífica. Porém, "o conhecimento da fé não anula o mistério" (FR 13), antes, o evidencia, permite entrar dentro dele e propicia uma compreensão do mesmo nesta fé, que envolve aceitação, adesão, obediência a Deus. Este sempre confirma a fé diante da razão com sinais, que vêm em auxílio à mesma razão. Mesmo diante dos sinais, porém, nos vemos sempre, em última instância, interpelados em nossa liberdade a dar uma resposta fundamental de adesão ou não ao mistério.

Cristo é o "ponto de referência de que o homem não pode prescindir, se quiser chegar a compreender o mistério da sua existência" (FR 14). Ele é a Revelação da Verdade em sua plenitude. Nele, ao mesmo tempo em que nos tornamos partícipes da Verdade Suprema, enquanto estamos neste mundo somos convidados a caminhar na fé, a viver do mistério, a não descurar da responsabilidade que se nos impõe como seres racionais: "de ampliar continuamente os espaços do próprio conhecimento até sentir que realizou tudo o que estava ao seu alcance" (FR 14).

De fato, a experiência de fé nos ensina que o Senhor "não joga pérolas aos porcos", que Ele abre, mas a quem bate; dá, mas a quem pede. É preciso "agir como se tudo dependesse de mim e esperar tudo de Deus".


DEUS TE ABENÇOE!

JUNTOS EVANGELIZAREMOS O MUNDO!

Fonte: http://www.comunidadeshalom.org.br/formacao/espiritualidade/caminhar_na_fe.html

 
Por Pe. João Wilkes (Consagrado na Comunidade de Vida Shalom)

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  • Postado em 19:03:38

02.06.07

JUNHO MÊS DO CORAÇÃO DE JESUS

MÊS DE JUNHO DEDICADO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS!

O mês de junho é dedicado ao Coração de Jesus, centro da história de todos aqueles que por Ele entregam sua vida, nele aportam seu destino e esperança. É, portanto, também o mês de tantos santos muito conhecidos e amados do povo de Deus.

E será com eles e com tantos outros mestres de espiritualidade, olhando para Cristo, cujo coração queremos imitar, que vamos passar os próximos 30 dias.

  • criado por  Rodrigo Magno criado por Rodrigo Magno
  • Postado em 14:37:44