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Vale do Paraíba, celeiro místico de Santos e Profetas!
Capítulo 1
Breve Relato Histórico de Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico

PORQUE EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Quando São José dos Campos era ainda considerada excelente estância climática, oferecendo especiais condições para a cura da tuberculose, nela havia um sem número de pensões sanatoriais, onde o ambiente moral nem sempre era o melhor. Muita promiscuidade, falta quase absoluta de assistência espiritual. Assim a encontrou a jovem Dulce Rodrigues dos Santos, quando em 1922 aí chegou em busca de melhoras para a sua saúde, vinda de São Paulo, com sua mãe (foto menor). Tinha apenas 21 anos, mas seu físico frágil e delicado escondia uma alma ardente e apostólica.
UM PROJETO DE VIDA
Dulce tinha bem definido e consciente um ideal: queria ser religiosa, consagrar-se a Deus totalmente, de corpo e alma. Ir doente para São José dos Campos era apenas um retardar da concretização de seus anseios. Abraçou a vontade incompreensível do Senhor.
Enquanto se recuperava, começou a se preocupar com a situação das jovens doentes que chegavam às pensões. Já restabelecida, visitava os enfermos, levava-lhes boas leituras, uma palavra amiga e, sobretudo, a caridade transbordante de seu coração.
Quando os sentia preparados, levava-lhes o Sacerdote, para que lhes proporcionasse o conforto dos Sacramentos. Outras jovens a ela se uniram nesse misericordioso mister. Formou-se um pequeno Pensionato onde, com o tratamento da saúde, num ambiente sadio e cheio de alegria, os doentes iam recebendo a boa nova do Evangelho.
O APOIO DE UM SANTO BISPO
Em Taubaté, Diocese a que então pertencia São José dos Campos, Dom Epaminondas Nunes D'ávila e Silva, preocupado com a situação de abandono moral dos doentes, pensava em fundar uma Associação Religiosa que a eles se dedicasse.
Soube, através do Pe. Ascânio Brandão, seu Secretário, do trabalho desse grupo de moças. Chamou Dulce. Compreenderam-se de imediato o santo velhinho e a jovem apóstola. Tinham a mesma sede do Reino de Deus e do serviço dos pobres e dos doentes.
Ele pediu-lhe que escrevesse o seu pensamento sobre a obra a ser fundada. Ela obedece, vendo em tudo a vontade bem clara de Deus a seu respeito; era ali que Ele a queria e não no Carmelo, como sonhava. Dulce escreveu aos pés da Virgem um esboço do que seria mais tarde a espiritualidade e a maneira de ser da Pequena Missionária.
Para que a obra perdurasse, Dom Epaminondas transformou-a em Associação Pia, canonicamente ereta, e autorizou que vestissem um uniforme as suas iniciadoras. Foi a 15 de agosto de 1932. Eram 5 associadas, incluindo Dulce. |foto maior|
NASCE UMA NOVA CONGREGAÇÃO
Mais tarde essa mesma foi transformada em Congregação Religiosa e a 8 de dezembro de 1934 receberam hábito religioso e seus novos nomes as sete primeiras Irmãs da Congregação. As Constituições, escritas por aquela que já então se chamava Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, foram enviadas a Roma.
Enquanto se esperava a aprovação, a 29 de junho de 1935 morre no Rio de Janeiro Dom Epaminondas, deixando sua Obra entregue à Divina Providência. Mas Deus estava com ela e, no ano seguinte, aos 27 de junho de 1936, a Santa Sé, pela voz de Pio XI, lhe concedia sua primeira aprovação: o Decreto de Beneplácito. O 2º Bispo de Taubaté, Dom André Arcoverde de Albuquerque Cavalcante, fez a Ereção Canônica da Congregação, enxertando-a na Igreja, aos 8 de novembro de 1936.
No dia 21 de novembro do mesmo ano, Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, confirmada como a Mãe do Instituto, faz seus votos perpétuos, sendo a 6 de dezembro, empossada no cargo de Superiora Geral e impondo o véu às noviças que deviam iniciar o noviciado canônico.
Aos 8 de dezembro de 1936 faziam seus Votos Perpétuos, com dispensa do Noviciado, as primeiras Irmãs do Instituto, nas mãos de sua Madre, e a Congregação, já inserida na Igreja, confiante e segura, prosseguiu sua caminhada.
APROVAÇÃO PONTIFÍCIA
Muitas vocações foram chegando e as Irmãs foram solicitadas para novas Fundações. Instalaram-se novas Comunidades em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e mais recentemente, após o falecimento de sua fundadora, no Distrito Federal e Santa Catarina e duas Comunidades em Portugal. (Sempre na vanguarda de sua pequena grei, Madre Maria Teresa foi uma alma de Mãe, de Pastora, de Apóstola. Viu espalhar-se para a glória de Deus a sua Congregação).
Aos 11 de fevereiro de 1952, Madre Teresa teve a alegria que é dada a poucos Fundadores: ver concedido à Congregação o Decreto de Louvor, tornando-a Pontifícia. E ainda mais: em pleno Concílio Vaticano II, aos 8 de dezembro de 1964, recebeu de S. Santidade o Papa Paulo VI a aprovação definitiva do Instituto, como confirmação de que a Congregação, seu espírito, suas obras, suas atividades e objetivos estão perfeitamente dentro do espírito da Igreja e atingem as necessidades atuais do mundo e as exigências da Evangelização.
TESTAMENTO DA FUNDADORA
Aos setenta anos, em 8 de janeiro de 1972, após um período curto de enfermidade, Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, tendo cumprido fiel e amorosamente sua missão, partiu para a Casa do Pai.
Seu testamento, deixado poucas horas antes de morrer, diz da certeza de um ideal conquistado: “Sejam santas! Sejam fiéis ao Papa, à Igreja e às Constituições! Amem muito o Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora! Sejam unidas e assim serão felizes!”
Suas filhas espirituais e continuadoras de sua obra sentem que, em Deus, sua luz que é a do próprio Deus, continua a guiá-las.
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CONTINUA ...
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Pai do Projeto Genoma Humano diz, em obra que acaba de ser lançada no Brasil, que ser ateu é anticientífico
No mundo Ocidental, desde sempre, Ciência e Religião se enfrentaram. Ao ponto de se estabelecer o preconceito imbecil de que cientistas e religiosos são, por natureza de suas vocações, inimigos naturais. Se papas, bispos, pastores e padres olham com desconfiança os que buscam a verdade nos laboratórios, no mundo da pesquisa científica a fé é vista, no mínimo, como sinal de ingenuidade e ignorância.
Nas últimas décadas, as pesquisas no campo da genética se tornaram o ponto mais sensível desse enfrentamento. Apressadinhos de ambos os lados começaram a comemorar, antecipadamente, que a descoberta do código genético do ser humano daria aos laboratórios a condição de se igualarem a Deus, criando gente sob encomenda como as montadores de veículos produzem carros segundo as tendências do mercado.
E foi justamente no ambiente dessas pesquisas que apareceu alguém com coragem para dizer que um cientista pode crer em Deus, professar a sua fé, sem deixar de ser respeitado pelo seu valor como pesquisador e estudioso: Francis Collins.
Biólogo respeitadíssimo, Collins é um dos cientistas mais notáveis da atualidade. Diretor do Projeto Genoma, bancado pelo governo americano, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001. Desde então, tornou-se o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo.
Alvo de críticas de seus colegas, cuja maioria nega a existência de Deus, Collins decidiu reagir. “Ignorância, superstição e falta de bom senso é negar a existência de Deus a priori, sem pensar de forma séria e metódica sobre o assunto. Nada é mais anticientífico do que ser ateu.”
E para explicar direitinho essa sua convicção, o cientista publicou, ano passado, nos Estados Unidos, um livro que causou a maior polêmica. Agora, acaba de chegar às livrarias brasileiras a tradução do polêmico best-seller de Francis Collins, com o título “A Linguagem de Deus: um cientista apresenta evidências de que Ele existe”, publicado no Brasil pela Editora Gente.
CONVERSÃO
Até seus 27 anos, Collins era um ateu convicto. Foi somente na faculdade de Medicina que começou a perceber o verdadeiro poder da fé religiosa entre seus pacientes. Então, começou a mudar. Hoje, Collins é considerado um cientista religioso que defende a existência de Deus e a importância da ciência para a humanidade.
Collins, que nas horas livres gosta de pilotar sua motocicleta, escrever paródias e tocar violão, por mais de 12 anos liderou o Projeto Genoma Humano. Com o apoio de Bill Clinton, empenhou-se em revelar a seqüência do DNA. Levou um susto quando o então presidente dos EUA afirmou, no dia da conclusão do projeto, que “hoje estamos aprendendo a linguagem com a qual Deus criou a vida”. Pensou em discordar de Clinton na hora, mas resolveu refletir sobre o assunto.
No livro, Collins explica que a experiência de mapear o genoma humano, além de ser um mergulho no mais notável dos textos – o DNA –, pode ser encarada tanto como uma conquista científica quanto também uma descoberta digna de veneração. Ao combinar sua fé cristã à experiência adquirida na área de estudos genéticos, Collins se debruçou sobre questões de caráter científico e espiritual simultaneamente, e afirma que “a ciência não deve se sentir ameaçada por Deus, mas sim reforçada. E Deus certamente não está ameaçado pela ciência; foi Ele quem tornou tudo isso possível”.
Para ele, “é nosso dever levar em consideração todo o poder das perspectivas científica e espiritual para entendermos tanto aquilo que enxergamos quanto aquilo que não enxergamos. E a sacada desse livro é a soberba integração entre essas duas perspectivas”. O pesquisador afirma que há uma base racional para crer na existência de um Criador e que todas as descobertas científicas “aproximam o homem de Deus”. E, por isso, acredita que uma das grandes tragédias do nosso tempo é a impressão que se criou de que ciência e religião devam estar em guerra.
Partindo de sua experiência, Collins afirma que decifrar o genoma humano não criou um conflito em sua mente; porém, lhe permitiu verificar os trabalhos de Deus. “O problema é que nos últimos 20 anos, com muita freqüência, as vozes que são ouvidas nos debates públicos sobre esses temas são aquelas que defendem posições extremas”, afirma. O livro de Collins chega ao Brasil sob a luz dos holofotes da polêmica. Pena que por aqui a maioria das pessoas não vai se preocupar em debater o assunto, seja no mundo científico seja no mundo religioso.
Fonte: Diário da Manhã, Goiânia Ton Alves Diretor de Redação