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Os quatro degraus da Lectio Divina 
1º LEITURA
Conhecer, respeitar, situar (o que o texto diz?)
- exige determinação constante e contínua, perseverança, ascese e disciplina;
- não pode ser interesseira, mas deve ser gratuita, em vista do Reino e do bem do povo;
- é ponto de partida e não de chegada, faz o leitor pisas no chão;
- faz algumas exigências: analisar o texto e situá-lo em seu contexto de origem, em três níveis : a) literário ( quem? o quê? onde? por quê? quando? como? com que meios? como o texto se situa dentro do contexto literário do livro de que faz parte?) b) histórico (a história e suas dimensões econômica, social, política, ideológica, afetiva, antropológica e outras) c) teológico (o que Deus tinha a dizer ao povo naquela situação histórica; o que Ele significava para aquele povo; como se revelava; como o povo assumia e celebrava a Palavra do Senhor.
2º MEDITAÇÃO
Ruminar, dialogar, atualizar(o que o texto nos (me) diz?)

- o que é que Deus, através desse texto, tem a dizer hoje, aqui na América Latina, no Brasil;
- é um esforço que se faz para atualizar o texto e trazê-lo para dentro do horizonte da nossa vida e realidade, tanto pessoal como social;
- é uma diligente atividade da mente que, com a ajuda da própria razão, procura o conhecimento da verdade oculta;
- é atingir o fruto do Espírito;
- é semente de oração...a sua prática nos leva à oração.
3º ORAÇÃO
Suplicar, louvar, recriar (o que o texto me faz dizer ao Senhor?)
- como atitude está presente desde o início da leitura orante...no início invoca-se o Espírito Santo;
- mas tem o seu lugar próprio durante a Lectio Divina;
- admiração, "espanto “pelas maravilhas do Senhor;
- a comunitária supõe a pessoal;
- louvor, ação de graças, súplica, perdão, revolta...
- para evitar os conhecidos desvios é preciso que quem reza aprenda a lutar e quem luta aprenda a rezar;
4º CONTEMPLAÇÃO
Enxergar, saborear, agir (o que vejo melhor e vou fazer?)

- é o que sobra nos olhos e no coração, depois que a oração termina;
- cada vez que chego neste degrau, sinto-me reforçado para um novo começo;
- reúne em si todo o percurso da Lectio Divina;
- nela, ao que tudo indica, a experiência de Deus suspende tudo, relativiza tudo e, como que por um instante, antecipa algo da alegria que "Deus preparou para aqueles que o amam"
(1Cor 2,9).
Problemas: Montanhas ou precipícios?

"A maioria das pessoas gasta mais tempo e energia circundando os problemas do que tentando resolvê-los." (Henry Ford)
Atire-me a primeira pedra aquele que não tiver problemas. Ninguém pode se eximir de tê-los. Estão em todos os lugares. Ora os chamamos, ora eles vêem, sem pedir licença. A questão não está em evitá-los, mas em como gerenciá-los. Você sabe que deve parar de reclamar porque os problemas existem. Sabe que deve olhar para o “como enfrentá-los”, para a solução. Você sabe tudo isso! Mas porque é tão difícil enxergar assim? Porque é tão difícil gerenciar problemas? Vamos a algumas razões:
1) A primeira razão é que muitas vezes transformamos meras situações em problemas, quando na verdade são apenas situações, eventos, acontecimentos. Para saber se algo é realmente um problema, e por isso precisa ser RESOLVIDO (é para isso que problemas existem), basta você usar dois critérios: a) imagine não fazendo nada em relação ao fato em questão, e pondere que conseqüências ele trará se você ficar impassível diante dele: Se danos vierem, você tem um problema; b) pergunte-se: tem como resolver? Se a resposta for NÃO, então você não tem um problema e sim um fato. Mas, cuidado! Você deve perguntar se o problema tem solução, e não se você consegue enxerga-la. Muitas vezes não enxergamos soluções para um problema, e achamos por isso que não existe solução. ERRO!
Vamos a um exemplo. Imagine que você saiu com antecedência para uma reunião, e agora está preso em um engarrafamento, por conta de um temporal na cidade. Você já tentou todos os possíveis caminhos, mas todos estão alagados. Se esse for o caso, desculpe-me, mas isso não é um problema. Se não pode ser resolvido, não é um problema. É apenas um fato. Mas, pelo amor de Deus, ligue para as pessoas que lhe esperam. Explique a SITUAÇÃO, e estamos resolvidos. Se você não ligar, aí você criou um problema.
Digamos, agora, que você está na lista de possíveis demitidos de uma empresa, que foi incorporada por uma outra. Esse é o fato. Mas não é somente isso. Se você ficar imóvel, não partir para cima, existe uma grande probabilidade de que o fato seja um problema, pois conseqüências negativas virão. E, nesse caso, algo pode ser feito para que o fato não tenha desdobramentos. Sendo assim, é um problema.
Portanto, lição No. 1: Não transforme fatos em problemas, gastando energia emocional e física à toa; nem transforme problemas em fatos, ignorando as inevitáveis conseqüências que depois terá que gerenciar. Olhe com clareza e discernimento para as situações. Peça ajuda e conselhos à pessoas CONFIÁVEIS, não necessariamente à pessoas que você gosta. Salomão dia, em Pv. 12,15, que “o caminho do insensato é reto aos seus olhos; mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio.”
2) Em segundo lugar, é importante que você compreenda que todo problema exige um preço a ser pago. Ou você paga na entrada, ou na saída. Por isso, problemas não são somente montanhas (muralhas a serem transpostas), como alguns pensam, nem somente precipícios (fundo do poço), como outros crêem. Na verdade, dependendo da natureza do problema, ele pode ser um ou outro. A diferença está no momento que você vai despender a energia e o esforço necessários para resolve-lo.
Problemas são montanhas quando você precisa pagar um preço para enfrentá-los. É o momento da subida da ladeira, a primeira etapa. A etapa seguinte é em cima da montanha, quando você enxerga com mais clareza, e o domina. A terceira e última etapa é a de recuperação, é a descida da montanha. Nessa etapa, as próprias forças da natureza (nesta ilustração, a gravidade) se encarregam de exercer sobre você uma força que lhe afasta naturalmente do problema.
Imagine uma cirurgia. Você precisará de força, de energia mental e espiritual para subir a montanha, encarar a enfermidade, tomar a decisão de fazer a cirurgia. Na cirurgia, o problema está sendo efetivamente resolvido. Depois disso, é só descer ladeira com o pós-operatório. Lógico que será dolorido. Mas, se tudo correr bem, sua mente, seu corpo, os remédios, os cuidados, todos contribuirão para que você, paulatinamente vá descendo a montanha, deixando o problema para trás. Ou seja, o preço teve que ser pago na primeira fase, quando se subia a montanha. Eis um exemplo de problema montanha.
Já outros problemas são precipícios. Em síntese, é muito fácil “escorregar” neles, e chegar ao fundo do abismo. As forças naturais trabalham para nos empurrar em direção ao fundo. E o pior é que alguns, chegando ao fundo, ainda continuam cavando, se enterrando mais ainda. Nesse caso, o grande esforço será feito, o grande preço será pago, na hora que você decidir subir a ladeira, a encosta. Pedras se soltam, seus pés deslizam, o corpo pesa. Tudo trabalha para que você volte para o problema: sua mente, seus “amigos”, os prazeres que lhe levaram ao fundo, os maus hábitos. Você precisa ser mais forte e vencer essas forças, gastar energia mental, emocional, física. Você sabe que a clareza da visão está lá em cima, e precisa se objetivar a alcançá-la.
Imagine nesse caso, um indolente profissional, que negligencia suas atividades, sempre priorizando o prazer em detrimento do dever. Sua má reputação vai sendo construída pouco a pouco, e sua sepultura profissional também, regada pela tentadora vontade de fazer só o que gosta. Ele escorrega no se reciclar mais (porque tem um joguinho a noite imperdível), escorrega no chegar na hora (porque dormiu mais um pouco), escorrega em dar sua contribuição ao projeto (porque ficou no conforto do escritório, e não foi ao campo para conhecer a situação de perto). Quando ele menos espera, sem menos imaginar, ele está no fundo do precipício chamado demissão. Todo o esforço e energia agora serão despendidos no sentido de mudar seus hábitos (e você sabe que não é fácil), para voltar a ser contratável, competitivo no mercado.
Portanto, lição No. 2: Lembre-se que todo problema exige um preço a ser pago. Seja na subida da montanha, para enfrentar o problema, seja na subida do precipício, para se afastar dele.
Agora, respire fundo e vá em frente. Saiba que problemas jamais deixarão de existir. Melhor se preparar para enfrenta-los do que ficar reclamando porque eles chegarão.
Compromisso de hoje: Não interessa se meus problemas são montanhas ou precipícios. Vou indentificá-los e pagar o preço de enfrentá-los.
Cazaquistão - florescimento vocacional
Karaganda (Agência Fides) - O trabalho pastoral procede de vento em poupa para os primeiros dois sacerdotes ordenados após a conclusão dos estudos teológicos no Seminário cazaque de Karaganda, único seminário católico da Ásia central. O Seminário Maior interdiocesano “Sancta Maria Mater Ecclesiae”, na cidade e diocese de Karaganda, foi erigido em 14 de janeiro de 2005 pela Congregação para a Evangelização dos Povos. O Reitor do Seminário é o rev. Zygmunt Kwieciński, do clero de Kielce (Polônia) e a estrutura acolhe atualmente cerca de 20 seminaristas locais. O Padre Nicolai Mamajev, 28 anos, e o Pe. Marius Kowalski, 37 anos - os dois novos sacerdotes ordenados em maio de 2006 - deram novo ânimo para a pastoral da Igreja local e trabalham com os jovens, as famílias, e com atividades litúrgicas e caritativas.

Depois de anos de perseguição contra os cristãos e de escondimento, hoje o Cazaquistão está se abrindo à contribuição da fé em Cristo. Contam-se cerca de 300 mil católicos no país (2% em relação aos 15 milhões de cidadãos), e a evangelização nas estepes centro-asiáticas continua graças à presença de missionários, mas também de fiéis leigos. Em 1991, havia somente nove sacerdotes católicos no país, hoje existem mais de 80, coadjuvados por 100 freiras e cerca de 70 pessoas entre catequistas e missionários leigos, que desempenham um serviço pastoral com zelo e dedicação.
Desde a abertura do Seminário de Karaganda, também as vocações ao sacerdócio continuaram a florescer. “Somos uma Igreja jovem, que está crescendo. Estamos em caminho, temos o entusiasmo das crianças, nos esforçamos para testemunhar a fé e semear a Palavra de Deus nos confins do Cazaquistão, o grande país da Ásia central”, explicou Dom Jan Pawel Lenga, Bispo de Karaganda.
Os católicos são uma pequena minoria, mas todas as quatro dioceses cazaques têm novos batizados todos os anos, inclusive porque existe liberdade para evangelizar, no respeito das leis do Estado e das diversas comunidades religiosas. O olhar da Igreja, destacou Dom Lenga, é dirigido sobretudo aos jovens: a Igreja cazaque é jovem, e os jovens devem ser seus protagonistas. (PA) (Agência Fides 6/3/2007)
Caridade mais perfeita não é dar do supérfluo, mas do que nos faz falta, diz cardeal
Dom Eusébio Scheid recorda importância da ajuda material à Amazônia
RIO DE JANEIRO, terça-feira, 13 de março de 2007 (ZENIT.org).- No contexto da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil neste tempo de quaresma, o cardeal Eusébio Scheid, ao chamar à ajuda material à região amazônica, afirma que «a caridade mais perfeita não é dar do supérfluo, mas do que nos faz falta».

Segundo o arcebispo do Rio de Janeiro escreve em mensagem enviada a Zenit esta terça-feira, «o auxílio de ordem material é imprescindível» àquela região». A Campanha da Igreja no Brasil discute justamente o tema «Fraternidade e Amazônia».
Dom Eusébio recorda que a Amazônia legal é uma região imensa e com características muito variadas. Basta saber que é composta por 10 Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso.
Sua população compreende 23 milhões de habitantes, entre os quais estão 163 povos indígenas, representados por 208 mil pessoas. «Infelizmente, muito poucas, se levarmos em conta a população nativa, na época do descobrimento», diz o arcebispo.
O cardeal afirma então que o primeiro objetivo da Campanha da Fraternidade é conhecer melhor a Amazônia. «É preciso encontrar critérios, que nos possibilitem comparar a Amazônia com a nossa realidade local.»
«Conhecer a Amazônia, ir a ela em missão, abraçar o ideal de seu desenvolvimento, lutar por melhor qualidade de vida para seu povo, tudo isto requer que nos debrucemos sobre sua cultura.»
Outra atitude fundamental, segundo o arcebispo do Rio de Janeiro, é denunciar as agressões que são infligidas àquela região.
«Mas não basta denunciar. É preciso propor mudanças, apresentar novas propostas e apontar o melhor caminho.»
«Existem projetos, programas, e instituições dedicados à Amazônia. É importante conhecê-los, para avaliar a viabilidade de suas iniciativas, apoiando as que merecerem nossa ajuda, e associar-nos a elas, enviando missionários e peritos, quando necessário.»
O cardeal aponta ainda à necessidade do auxilio material à região. «Não podemos nos omitir em oferecê-lo, mesmo privando-nos do necessário. Mas nem tudo de que usufruímos é tão necessário assim. De quanta coisa supérflua, muitas vezes, nos sobrecarregamos!»
«A caridade mais perfeita não é dar do supérfluo, mas do que nos faz falta. Isto nos leva a experimentar o verdadeiro sentido do jejum quaresmal, que não representa, apenas, uma norma da Igreja.»
«Fundamenta-se no próprio espírito da Sagrada Escritura e no exemplo de nossos antepassados, que devemos conservar, como um legado sacro e exemplo de sacrifício», afirma.
«Sob a ótica do Evangelho, a renúncia sempre se deve fazer em benefício de outros. Vemos, assim, que a Campanha da Fraternidade se insere, plenamente, nesse ideal», escreve o cardeal.
Fonte: Zenit.org