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Falar em vocação nos traz de imediato à mente a compreensão de um chamado e de uma missão a cumprir. Os documentos da Igreja ensinam que toda pessoa é vocação. Sob a luz da fé cristã, não nascemos apenas do encontro do amor de um homem com uma mulher, mas, todos somos pensados e queridos por Deus desde sempre e para sempre. Toda pessoa tem uma origem divina e humana ao mesmo tempo.
Em nossa origem divina e humana, feitos à imagem de Deus, somos todos missionários na essência de nosso ser. Cada pessoa, onde quer que se encontre, tem uma missão a viver e a cumprir. Ninguém é maior, ninguém é menor. Na fé cristã, o valor de alguém, não se mede pelo cargo que ocupa, mas, pelo amor que se vive. Somos membros vivos uns dos outros. Todos são necessários.
Essa consciência do valor da vida nos leva ao dever de compromisso na solidariedade com todos, principalmente com os mais pequeninos e necessitados de nosso mundo. Santo Agostinho afirma: “A maior glória de Deus é a dignidade do homem”.
É, portanto, impensável viver a fé sem a consciência de um compromisso sério de comunhão com Deus e com os irmãos. “Quem diz amar a Deus a quem não vê e não ama o irmão a quem vê, se engana a si mesmo e é mentiroso” (1Jo.4,20-21).
Como cristãos, devemos permanentemente nos questionar sobre as exigências práticas de nossa vocação e vida cristã. Como valorizamos nossa vida e a vida de todos que nos cercam? Que tempo investimos no cultivo dos valores da vida em família, na comunidade e na Igreja? É bom saber. Valor não é um conceito e nem apenas um conhecimento, mas, um bem que investimos e levamos a sério em nossa vida.
Esta é a verdade. No amor somente se partilha aquilo que se é. “Ama teu próximo como a ti mesmo” Lc.10,27. Quem não se ama e não é honesto consigo não ama a ninguém. Como querer transformar os outros, o mundo, se por primeiro não nos transformamos a nós próprios? Sem dúvida, o mundo precisa de doutores e de teólogos, mas precisa acima de tudo de pessoas que vivam sua fé. Neste mês em que à Igreja nos convida a refletir sobre a vocação, somos convidados a pensar sobre que valor damos a nossa vida e a vida de todos. Sem dúvida, faz muito sentido refletir sobre como cada um vive em família, na comunidade, na Igreja e em sua missão específica no mundo.
Fonte:Padre Evaristo Debiasi - AIS
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=238852
JULHO
Inicia-se com uma celebração que valoriza o exemplo de dois discípulos: Pedro e Paulo. Um tema oportuno e atual, visto que em julho deverá ser publicado o Documento conclusivo da V Conferência de Aparecida, com tem o tema de “Discípulos e missionários de Jesus Cristo”. Pedro e Paulo, como conhecemos pela história, foram discípulos e missionários de Jesus e do Evangelho.
Fidelidade ao Evangelho
A primeira característica dos dois discípulos e apóstolos de Jesus é a fidelidade ao Evangelho. É o mesmo que falar de fidelidade ao projeto de Jesus Cristo para que o Reino de Deus aconteça no mundo. Cada um ao seu modo, Pedro e Paulo demonstraram total fidelidade a esse projeto, não parando diante de nenhum tipo de dificuldades, inclusive torturas, perseguições até o martírio.
Pedro e Paulo não se preocuparam em agradar o seu público e muito menos em serem populares às custas do Evangelho, mas em viver a fidelidade ao compromisso evangelizador diante de todas as provações que a sociedade ou regimes políticos lhes impunham, como proclama a Palavra dessa solenidade.
Missão dos discípulos
Como Pedro e Paulo, discípulos e apóstolos do Senhor que se fizeram missionários do Evangelho, os discípulos de Jesus de todos os tempos são missionários do mesmo Evangelho que os primeiros discípulos receberam do Senhor. Como eles, os discípulos de Jesus dos tempos atuais são constantemente enviados para anunciar a Boa Nova que o Reino de Deus já está presente entre nós, como acontece no envio evangelizador do 14o Domingo do TC - C.
Uma característica do discipulado cristão, na atividade de evangelizador é caminhar ao lado de outro evangelizador. Jesus os envia dois a dois, em espírito de comunhão, nas estradas do mundo para anunciarem o Evangelho. Nas entrelinhas de enviar dois a dois percebe-se a necessidade da comunhão na mesma fé e na mesma comunidade eclesial. Há nisso, igualmente, a mensagem que não existe comunhão isolada, “in intuito persona”.
Antes de ser evangelizador, o cristão precisa entrar na escola do Evangelho, se tornar discípulo de Jesus e partilhar sua fé com outros. Isso o fará compreender que evangelizar não é uma questão pessoal, uma decisão de quem se decide em ser ou não evangelizador, mas uma necessidade que nasce no coração através da convivência com o Mestre. O discípulo, em resumo, não evangeliza porque quer, mas pelo fato de ser discípulo, como conseqüência natural de comunicar a outras pessoas a beleza do Evangelho. Enquanto tal, o discípulo não pode deixar de evangelizar.
A opção preferencial pelos pobres
Também a Igreja é discípula e, dentro do contexto histórico e cultural onde vive é interpelada a ser discípula de Jesus e evangelizadora. É da natureza da Igreja ser discípula de Jesus e ser evangelizadora. Mas isso é o óbvio. A parábola do Bom Samaritano, proclamada no 15o Domingo do TC – C, ajuda entender que a Igreja, enquanto instituição é chamada a ter compaixão para com o pobre espoliado e caído por terra. E é nesse sentido que a Igreja, discípula de Jesus, emprega sua influência social em favor do pobre, através da opção preferencial pelos pobres.
A opção preferencial pelos pobres nada mais é que uma opção evangélica, natural de quem é discípulo do Senhor, a qual a Igreja não pode se excluir, com o grave risco de se colocar contra o próprio Evangelho. Ao refletir sobre a metodologia evangelizadora, a Igreja contempla o modo como Jesus acolhia e tratava os pobres e procura, na cultura e na história atual, especialmente na América Latina, a corresponder à exigência evangélica de erguer os pobres assaltados em seus direitos e a ser deles a voz exigindo respeito e vida digna. A opção preferencial pelos pobres é uma opção evangelizante, porque a Igreja se deixa evangelizar pelos pobres; é uma opção evangelizadora, porque a Igreja age como Jesus agia no relacionamento com os pobres e é uma opção profética, porque a Igreja é voz que fala em nome de Deus contra os pobres que são assaltados e impedidos de viver dignamente.
Comunidades contemplativas e orantes
Depois de três primeiros Domingos ativos, digamos assim, com a evangelização saindo a campo, os dois últimos Domingo de julho continuam no tema do discipulado, mas considerando a importância de escolher a melhor parte, de sentar-se aos pés de Jesus e ouvir o que ele ensina. Iniciemos pelo 16o Domingo do TC - C.
Não é segredo que o ativismo pastoral é uma realidade em padres, religiosos e agentes de pastorais. São pessoas marcadas pela personalidade de Marta, capazes de reclamar quando encontram alguém que “perde tempo aos pés de Jesus”, quanto se tem tanto a fazer. E, no entanto, o sentar-se aos pés de Jesus, o tirar tempo para ouvir e meditar o que diz Jesus, para conhecer melhor o Evangelho é uma necessidade urgente para o agente de pastoral e para as atividades de nossas pastorais. Não existe discípulo de Jesus se ele não se sentar aos pés do Mestre para silenciosamente alimentar-se de suas palavras.
Maria, aquela que se sentou aos pés de Jesus, é exemplo e modelo genuíno do discípulo e da discípula de Jesus. Antes de agir, aprende-se pelo exemplo de Maria, é preciso escolher a melhor parte: ouvir o Evangelho para transmiti-lo através de palavras e de serviços comunitários e pastorais. Uma proposta concreta, que surge da celebração do 16o Domingo do TC - C é criar núcleos de estudo e de reflexão iluminados pela Leitura Orante da Bíblia, um caminho seguro na formação do discipulado de Jesus.
Na continuidade exemplar, um discípulo vê Jesus rezando e pede que lhes ensine a rezar. O Evangelho do 17o Domingo do TC - C não menciona o nome do discípulo, tornando-o nominável em qualquer época histórica. Pode ser aquele discípulo que partilhou a convivência com Jesus e pode ser o discípulo de hoje, que se relaciona com Jesus pela fé. No contexto celebrativo desse Domingo, a 1a leitura descreve a importância de comunidades que vivem na justiça e sejam intercessoras da bondade divina. Na proposta celebrativa vem denominada como “comunidade orante”.
Comunidade orante é toda comunidade que alcançou a maturidade através do discipulado. São comunidades que se tornaram uma necessidade para nossas obras, pois de acordo com o ensinamento da Sagrada Escritura, evitam que o mal seja prejudicial ao mundo e atraem o bem e a bondade para todo o mundo. Todas as nossas comunidades, paroquiais, capelas, CEBs, movimentos, são convocadas pela Liturgia do 17o Domingo do TC - C a serem “comunidades orantes”. Contemplando, pela Liturgia, a necessidade e a importância da oração na vida pessoal e, de modo particular, na sociedade de hoje, ser comunidade orante é um serviço em favor da vida e da paz que a Igreja é chamada a prestar ao mundo inteiro.
Conclusão
O discipulado é um tema que acompanhará nossas propostas celebrativas, no mês de julho. Um tema oportuno e necessário, que ajudará nossas comunidades a entender o discipulado na atividade evangelizadora e na atividade contemplativa. Na atividade ativa e na atividade contemplativa. Na ação e na oração. Boas celebrações!
Fonte: http://www.liturgia.pro.br/pedjulho7.htm Serginho Valle
MÊS DE JUNHO DEDICADO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS!
O mês de junho é dedicado ao Coração de Jesus, centro da história de todos aqueles que por Ele entregam sua vida, nele aportam seu destino e esperança. É, portanto, também o mês de tantos santos muito conhecidos e amados do povo de Deus.
E será com eles e com tantos outros mestres de espiritualidade, olhando para Cristo, cujo coração queremos imitar, que vamos passar os próximos 30 dias.
O dogma da Assunção de Maria!
O dogma da Assunção se refere a que a Mãe de Deus, ao cabo de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial.
Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950, na Constituição Munificentissimus Deus:
"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espíritu da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência;
para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e con a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".
Agora bem, Porquê é importante que os católicos recordemos e aprofundemos no Dogma da Assução da Santíssima Virgem Maria ao Céu?
O Novo Catecismo da Igreja Católica responde à esta interrogação:
"A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos"(966).
A importância da Assunção para nós, homens e mulheres do começo do Terceiro Milênio da Era Cristã, radica na relação que existe entre a Ressurreição de Cristo e nossa. A presença de Maria, mulher da nossa raça, ser humano como nós, quem se encontra em corpo e alma já glorificada no Céu, é isso: uma antecipação da nossa própria ressurreição.
Mais ainda, a Assunção de Maria em corpo e alma ao céu é um dogma da nossa fé católica, expressamente definido pelo Papa Pio XII pronunciando-se "ex-cathedra". E... Quê é um Dogma?
Posto nos termos mais simples, Dogma é uma verdade de Fé, revelada por Deus (na Sagrada Escritura ou contida na Tradição), e que também é proposta pela Igreja como realmente revelada por Deus.
Neste caso se diz que o Papa fala "ex-cathedra", quer dizer, que fala e determina algo em virtude da autoridade suprema que tem como Vigário de Cristo e Cabeça Visível da Igreja, Mestre Supremo da Fé, com intenção de propor um assunto como crença obrigatória dos fiéis católicos.
O Novo Catecismo da Igreja Católica (966) nos explica assim, citando a Lumen Gneitium 59, que à sua vez cita a Bula da Proclamção do dogma:
"Finalmente a Virgem Imaculada, preservada livre de toda macha de pecado original, terminado o curso da sua vida terrena foi levada à glória do Céu e elevada ao trobno do Senhor como Rainha do Universo, para ser conformada mais plenamente a Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da mrote".
E o Papa João Paulo II, em uma das suas catequeses sobre a Assunção, explica isto mesmo nos seguintes termos:
"O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular previlégio" (JPII, 2- Julho-97).
"Contemplando o mistério da Assunção da Virgem, é possível compreender o plano da Providência Divina com respeito a humanidade: depois de Crsito, Verbo Encarnado, Maria é a primeria criatura humana que realizou o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade prometida aos eleitos mediante a ressurreição dos corpos" (JPII, Audiência Geral do 9-julho-97). Continua o Papa: "Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que 'escutam a Palavra de Deus e a cumprem'(Lc. 11,28). Nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial"(JPII, 15-agosto-97).
Os homens e mulheres de hoje vivimos pendentes do enigma da morte. Ainda que o enfoquemos de diversas formas, segundo a cultura e crenças que tenhamos, por mais que o evadimos em nosso pensamento por mais que tratemos de prolongar por todos os meios ao nosso alcane nossos dias na terra, todos temos uma necessidade grande desta esperança certa de imortalidade contida na promessa de Cristo sobre nossa futura ressurreição.
Muito bem faria a muitos cristãos ouvir e ler mais sobre este mistério da Assunção de Maria, o qual nos diz respeito tão diretamente. Por quê se chegou a difundir-se a crença no mito pagão da re-encarnação entre nós? Se pensamos bem, estas idéias estranhas à nossa fé cristão vieram metendo-se na medida em que deixamos de pensar, de predicar e de recordar aos mistérios, que como o da Assunção, têm a ver com a outra vida, com a escatologia, com as realidades últimas do ser humano.
O mistério da Assunção da Santíssima Virgem Maria ao Céu nos convida a fazer uma pausa na agitada vida que levamos para refletir sobre o sentido da nossa vida aqui na terrra, sobre o nosso fim último: a Vida Eterna, junto com a Santíssima Trindade, a Santíssima Virgem Maria e os Anjos e Santos do Céu. O fato de saber que Maria já está no Céu gloriosa em corpo e alma, como nos foi prometido aos que façamos a Vontade de Deus, nos renova a esperança em nossa futura imortalidade e felicidade perfeita para sempre.
Fonte: ACI Digital.
Ouça a vinheta do Blog Actus Fidei - Atos de Fé, clicando no link: http://podcast.br.inter.net/player/gravador.php?pod_player=3&usu_id=1131&pod_id=1950&pod_url=djbrito&pod_filename=vinhetablogactusf.mp3
APROFUNDAMENTO TEOLÓGICO - A MATERNIDADE DIVINA: Maria Virgem após o parto - O Filho único
» Mariologia
A virgindade após o parto – o Filho Único
São sete os textos do NT que mencionam irmãos de Jesus, o mais expressivo é o de Mc 6,3: “Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?” (cf. Mt 13,55s).
Qual o parentesco vigente entre esses “irmãos de Jesus”?
Há claros indícios de que os chamados “irmãos de Jesus” não eram filhos da mãe de Jesus, pois Jesus foi filho único:
Lc 2,41-52: “Jesus, aos doze anos, foi com José e Maria a Jerusalém, permanecendo aí os sete dias da festa de Páscoa” (Lc 2,43). Contando os dias de viagem de ida e volta. A Sagrada família deve ter ficado cerca de quinze dias fora de casa. Ora Maria não pode ter deixado no lar por tanto tempo filhos pequenos. Donde se conclui, que Jesus aos doze anos era filho único.
Digamos, a título de hipótese: depois dessa peregrinação Maria gerou outros filhos... O mais velho desses irmãos de Jesus teria então, no início da vida pública do Senhor, cerca de dezoito anos de idade. Com efeito; a atitude autoritária dos “irmãos” para com Jesus, descrita em Mc 3,21.31-35 e Jo 7,2-5, no Oriente não teria cabimento se esses irmãos fossem mais jovens; a mentalidade judaica exigia dos irmãos mais moços um comportamento de reverência para com o primogênito. Os homens autoritários que se dirigem a Jesus em Mc 3 e Jo 7, deviam ser mais velhos do que o Senhor; por conseguinte, não eram filhos de Maria.
Jo 19,26s: Jesus, ao morrer, confiou sua mãe a João, filho de Zebedeu, membro de outra família. Este gesto do Senhor seria incompreensível se Maria tivesse outros filhos em casa.
POR QUE “IRMÃOS”?
O FUNDO SEMITA
O aramaico que os judeus falavam no tempo de Jesus e que os evangelistas supõem, era língua pobre de vocábulos. A palavra aramaica e hebraica áh podia significar não somente os filhos dos mesmos genitores, mas também os primos e até parentes mais distantes. A tradução grega do AT realizada em Alexandria usa nos textos citados a palavra grega adelphós, irmãos, embora o grego possuísse vocábulos próprios para dizer primo e sobrinhos. O linguajar dos LXX, que conservava seu fundo semita, influi profundamente na linguagem dos escritores do NT.
PRIMOS DE JESUS
Alguns textos dos Evangelhos nos fornecem pistas:
Mt 27,56: “Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria (esposa) de Cleofas e Maria de Mágdala”. Alguns comentadores: Maria, mãe de Tiago e José, era também irmã de Maria, Mãe de Jesus. Outros preferem o texto Jo 19,25: “a irmã de sua mãe” e “Maria (esposa) de Cleofas)” como sendo duas mulheres.
Os nomes Cléofas e Alfeu designam a mesma pessoa, que são forma gregas do nome aramaico Claphai. Disto se segue e Cleofas e Maria de Cleofas tiveram como filhos Tiago, José Judas e Simão. Estes, portanto, eram primos de Jesus.
Maria, esposa de Cleofas, era irmã de Maria, Mãe de Jesus? – Pelas íntimas relações que uniam as famílias de Cleofas e São José (este morreu antes do início da vida pública de Jesus). Parece então que Maria Ssma se retirou com seu Filho para a casa de seu cunhado, de sorte que as duas famílias se fundiram numa só. Quando Jesus, aos trinta anos, deixou sua Mãe para iniciar sua missão pública, os primos de Jesus, movidos pelo forte senso de família dos orientais, se tornaram solidários com Maria, acompanhando-a em suas saídas (a mulher oriental não se apresentava sozinha em público). Isto explica que nos Evangelhos Maria apareça freqüentemente em companhia dos “irmãos de Jesus”, que não eram seus filhos.
Uma sentença que, de vez em quando, é apresentada, mas não goza de probabilidade: os “irmãos de Jesus” seriam filhos de José nascido de um primeiro matrimônio do patriarca. Outra sentença, de pouca autoridade, afirma que os “irmãos de Jesus” eram filhos adotivos de São José.
fonte da notícia: http://sites.br.inter.net/congregacaomarianasjc/?id=1713
ISCR - Inst. Sup. Ciencias Rel (anotações)
inserido por: Caridade