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Bento XVI pede aos jovens que descubram a alegria de seguir Jesus
Caríssimos irmãos e irmãs,
Desejo agradecer todos aqueles que com cuidado e devoção prepararam esta celebração. Envio uma saudação afetuosa às pessoas anciãs e enfermas que acompanharam a Santa missa através da rádio e da televisão, como também a comunidade de clausura e a quantos que, por vários motivos não puderam estar aqui e estiveram unidos espiritualmente.
Recordo, em particular os hóspedes da Casa que circunda a Torre do Galo, que escreveram para mim uma bela carta. Entre os presentes, ainda, desejo saudar mais uma vez os jovens, sejam aqueles de Pavia, sejam aqueles vindos das dioceses próximas. Caros rapazes e moças, vos desejo que descubram sempre mais a alegria de seguir Jesus e de tornar-se seus amigos.
É a alegria de Pedro e dos outros Apóstolos, dos Santos e das Santas de todos os tempos. Esta alegria é também aquela que me impeliu a escrever o livro Jesus de Nazaré, publicado a poucos dias. Para os mais jovens é um pouco empenhativo, mas idealmente peço a vós, para que acompanhem o caminho de fé das novas gerações.
Pensando nos jovens, me faz recordar que hoje é celebrado na Italia a Jornada pela Universidade Católica do Sagrado Coração. É um evento significativo, porque a Universidade Católica constitui um ponto de referência para a comunidade eclesial e oferece uma preciosa contribuição científica, cultural e formativa a todo país.
Voltemo-nos então com o pensamento e com o coração à Virgem Maria. A ela confio toda a Diocese de Pavia, que a venera em tantos santuários e lugares de oração. À sua materna proteção confio cada simples comunidade, cada família, especialmente as situações de maior dificuldade. Que Maria Santíssima obtenha paz e conforto para todos. A invocamos cantando juntos a antífona do Tempo de Páscoa.
Fonte: www.cancaonovanews.com
Vem e segue-me!

Ao falarmos nestes dois temas vemas claramente a história da evangelização, onde através da Exortação Apostólica Evangeli Nuntiandi (EN) nos ensina que "a evangelização há de conter também sempre uma declaração clara que, em Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, morto e ressuscitado, a salvação é oferecida a todos os homens, como dom da graça e da misericórdia do mesmo Deus" (EN, nº27).
O profetismo no Antigo Testamento:
De forma mais ampla, profetas foram todos aqueles por meio dos quais a revelação de Deus foi comunicada na história da salvação. O profeto-tipo é Moisés, o mediador da Antiga Aliança (Dt 18, 15; 34,10).
Moisés e a experiência do Êxodo são, pois, referência fundamental para toda palavra profética posterior. A temática do Êxodo perpassa todo o Antigo Testamento e se faz especialmente presente na atuação dos profetas, preparando assim a manifestação de Jesus como novo Moisés, que vem realizar um novo Êxodo e instituir uma Nova Aliança, agora definitivos.
Os profetas viveram uma profunda experiência de Deus, origem de sua vocação (Jr 1,4-10; Is 6, 1-8), a partir da qual, iluminados pelo Espírito, interpretavam os acontecimentos e proclamavam os juízos de Deus sobre eles, revelando as intenções divinas sobre a história, denunciando os pecados e infidelidades do povo e de seus dirigentes, chamando à conversão e apontando os caminhos a serem percorridos na fidelidade aos desígnios divinos. Em momentos de sofrimento os profetas foram sempre arautos da esperança, vislumbrando e anunciando tempos melhores, quando Deus mesmo haveria de intervir para mudar a sorte da humanidade. Com eles aproximou-se a consciência do pecado como mal radical e se desenhou a esperança de uma salvação nova, de uma Nova Aliança, de um Moisés, de um tempo de justiça e paz que o Espírito de Deus seria abundantemente derramado sobre a humanidade, anunciando assim pela própria vida e palavra a vinda do Messias.
O profetismo no Novo Testamento:
Depois de um longo silêncio o profetismo reaparece com João Batista, de modo que muitos se perguntavam se não seria ele o profeta anunciado em Dt 18 ,15 (Jo 1 ,21). Mas é em Jesus que o profetismo chega ao apogeu de seu significado, quando a Palavra anunciada pela voz dos profetas e de João veio pessoalmente armar sua tenda entre nós. Foi como profeta que por primeiro Jesus foi identificado: "Um profeta poderoso em obra e em palavra, diante de Deu e diante de todo o povo" (Lc 24,19). O Espírito de Deus estava sobre Ele e o conduziu em toda a sua experiência, ungindo-o para anunciar a Boa Nova aos pobres, para proclamar a libertação ao presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor (Lc 4, 16-22).
A presença e a palavra de Jesus anunciam um futuro, já iniciado - o Reino - , maravilhoso para a humanidade, e explicitam que rupturas se devem fazer para concretá-lo no hoje da história. Ele teve a lucidez do Espírito para perceber as articulações do mal nas pessoas e na cultura de seu tempo. A forma que se entregou ao Pai consuma sua existência profética e é ela mesma a profecia que nos aponta o camino da doação, do perdão e da reconciliação como o único caminho possível para uma transformação radical da história humana.
A Igreja continua a profecia de Jesus:
Ressuscitado Jesus comunica à sua Igreja o Espírito Santo, que o conduzira em sua existência histórica, para que ela leve a todos os recantos,em todos os momentos da história, sua mensagem. Ele mesmo, pelo Espírito, está presente e atuante na Igreja, seu Corpo, capacitando-a todos os dias para que seja testemunha de Deus no coração do mundo. Ela mesma deve se deixar converter plelo Evangelho, que, atentamente, todos os dias escuta de seu Senhor, procurando conformar-se em sua vida e em suas estruturas ao projeto do Reino de Deus.
A dimensão profética é dimensão essencial da missão evangelizadora da Igreja. O querigma evangélico, desde o início da pregação apostólica, foi proposto sob a forma de uma profecia. O anúncio do querigma é autêntico quando capaz de provocar a mudança, o início de uma caminho novo.
Participantes da missão profética da Igreja, os fiéis leigos e leigas, isto é, todos nós chamados pelo Senhor, empenhados em ilumiar o mundo com a luz de Cristo em todos os ambientes, tornam-se sujeitos privilegiados da inculturação do evangelho para a construção do Reino na história.
E a Igreja faz muito bem isso através:
A partir da pessoa;
O testemunho e o diálogo;
O anúncio da salvação em Cristo;
A comunidade como profecia em um cultura individualista;
O serviço da solidariedade;
A caminho do Reino definitivo.
Longe de serem uma alienação, a fé e a esperança cristãs mantêm os cristãos sempre operosos pela caridade no tempo da história, sobretudo em momentos de crise e sofrimento. Sem essa dimensão corremos o risco de passar para as pessoas um otimismo histórico ilusório, com expectativas de mudança que, não realizadas, geram frustração e desencanto.
Portanto, rezemos agora para que o Senhor venha nos visitar através de seu Santo Espírito e que por intercessão de Nossa Senhora de Pentecostes, nós leigos e leigas cristãos sejamos anunciadores da Boa Nova de Cristo a todos os povos, raças e línguas:
Oremos:
Nós Vos louvamos, Senhor, e agradecemos
Pela Vossa Palavra, pela graça do Batismo,
Pela Missão que de Vós recebemos.
Ensinai-nos, nós Vos pedimos,
A ser missionários
Neste tempo e em toda parte.
Alimentados pelo Vosso Corpo e Sangue,
Seja a nossa Missão um serviço à Paz;
E, para a humanidade à procura do Caminho,
Sedenta de Vida e de Verdade,
Um sinal de amor e de esperança. Amém.
Pai Nosso... Ave, Maria... Glória ao Pai...
Fonte: Trechos do Documento 80 da CNBB, Evangelização e Missão Profética da Igreja (Novos Desafios).
Por Rodrigo Magno Lobo de Brito
in nomine domini
Princípios e critérios para um Projeto de Vida
Estamos num mundo atual onde tudo se encontra deformado, as idéias confusas, os princípios destruídos. Nós jovens em vários lugares do mundo estamos vivendo numa grande confusão em nosso ideal, em nossa vida. Para onde ir? O que fazer? Quem sou eu? Que atitudes tomar? Para procurar clarear melhor estes caminhos tão difícieis em nossa conjuntura atual pretendo me apoiar em trechos do livro intitulado Marcando História - Elementos para construir um Projeto de Vida, um livro organizado por Carmem Lúcia Teixeira, numa coleção Educação na Fé. Livro que soube em poucas palavras traçar os caminhos vividos por Jesus Cristo e trazer para bem perto de nós. Um livro próximo e uma pedagogia simples de se aplicar. Para todos os jovens conscientes e responsáveis por outros jovens:
Vamos então tomar uma atitude? Vamos ser diferentes? Vamos nos encontrar? Vamos juntos traçar o nosso Projeto de Vida e ajudar outros jovens a traçar o deles?
Partirei inicialmente para os princípios para elaboração do Projeto de Vida:
Partir do anúncio de Jesus e do Reino de Deus, para que o jovem se reconheça filho e filha de Deus e se anime a ser discípulo (a), vivendo e expandindo os valores do Reino, tendo a Jesus como centro e projeto de vida...
Reconhecer e integrar a realidade da vida passada e presente do jovem, com seus diferentes rostos e todas a suas dimensões, situada em seu contexto familiar e global...
É um processo vital, gradual, progressivo, integral e dinâmico, que parte da liberdade de cada jovem e leva ao compromisso de desenvolvimento pessoal, ao serviço aos demais e à transformação da sociedade...
Requer um processo de acompanhamento pessoal e comunitário que favoreça ao jovem ser sujeito e protagonista na elaboração de seu projeto de vida.
Já os critérios para a elaboração do Projeto de Vida são:
Anunciar a Boa Nova do Reino, de modo que se encarne na pessoa e na vida dos jovens:
Partilhar a mensagem de maneira que não seja muito intelectual nem que atenha ao nível emotivo, mas que promova um discipulado que leve ao apostolado;
Favorever atitudes e ações de conversão que nasçam de um confronto profético com a realidade (ver a realidade com os olhos de Deus e reconhecer o olhar de Deus sobre o mundo através de meus olhos);
Reafirmar e renovar a opção pelos jovens mais pobres, reconhecendo os clamores, as necessidades ...
Analisar criticamente a realidade e sua conjuntura histórica, assumindo as circunstâncias e situações da vida dos jovens com sensibilidade, buscando responder a ela;
Assumir o compromisso de serviço aos jovens mais pobres, lutando pela transformação imediata de seus ambientes...
Considerar a realidade familiar como âmbito vital do jovem, para atuar sobre ela, favorecendo a aproximação e o reconhecimento da mesma...
Facilitar um processo de formação pessoal e grupal que parte das motivações e experiências do jovem e possibilite a descoberta de sua identidade pessoal e comunitária;
Utilizar metodologias dinâmicas baseadas no "ver-julgar-agir-rever-celebrar', que assumam a linguagem e os símbolos da juventude, gerem esperaça nos jovens e os empoderem para articular suas metas, a partir de propostas realistas e alcansáveis;
Articular o projeto de vida pessoal como fio condutor e eixo transversal do processo de amadurecimento na fé dos jovens;
Oferecer um acompanhamento que: -aceite, respeite e questione a vida do jovem. - oriente e anime processos de busca pessoal e comunitária. - guie e apóie a tomada de decisões e opções de vida.
Oferecer espaços de revisão de vida, discernimento da vocação pessoal e reflexão sobre a vontade de Deus diante das alternativas que se apresentam na vida do jovem;
Garantir o acompanhamento dos acompanhantes em seu próprio Projeto de Vida e em seu ministério com os jovens.
Portanto, amados (as) jovens, não fiquemos só na letra pois ela mata, tomemos atitudes, saiam pelo mundo como São Francisco de Assis fez gritanto O Amor não é Amado! Sejam promotores de outros jovens, de suas famílias e familiares, construam uma sociedade onde brilhe a luz de Deus, sejam Sal da Terra e Luz do Mundo (Mt 5, 13-14). Não tenham medo de ser diferentes, busquem as Coisas do Alto (Cl 3,1) para que essas atitudes possam refletir em nossas atitudes. Sejam homens e mulheres de oração, ou melhor, sejam oração!
"Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, pois é para isso que fui enviado". (Lc 4, 43b)
Por Rodrigo Magno Lobo de Brito
in nomine domini