Blog Actus Fidei - Atos de Fé

UM BLOG A SERVIÇO DA FÉ CATÓLICA!

Blog Actus Fidei - Atos de Fé

UM BLOG A SERVIÇO DA FÉ CATÓLICA!
<  Maio 2007  >
S T Q Q S S D
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31      
Blogs Favoritos
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Maio 2007

19.05.07

O DOGMA DA ASSUNÇÃO DE MARIA

O dogma da Assunção de Maria!

O dogma da Assunção se refere a que a Mãe de Deus, ao cabo de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial.

Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950, na Constituição Munificentissimus Deus:

"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espíritu da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência;

para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e con a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".

Agora bem, Porquê é importante que os católicos recordemos e aprofundemos no Dogma da Assução da Santíssima Virgem Maria ao Céu?

O Novo Catecismo da Igreja Católica responde à esta interrogação:

"A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos"(966).

A importância da Assunção para nós, homens e mulheres do começo do Terceiro Milênio da Era Cristã, radica na relação que existe entre a Ressurreição de Cristo e nossa. A presença de Maria, mulher da nossa raça, ser humano como nós, quem se encontra em corpo e alma já glorificada no Céu, é isso: uma antecipação da nossa própria ressurreição.

Mais ainda, a Assunção de Maria em corpo e alma ao céu é um dogma da nossa fé católica, expressamente definido pelo Papa Pio XII pronunciando-se "ex-cathedra". E... Quê é um Dogma?
Posto nos termos mais simples, Dogma é uma verdade de Fé, revelada por Deus (na Sagrada Escritura ou contida na Tradição), e que também é proposta pela Igreja como realmente revelada por Deus.

Neste caso se diz que o Papa fala "ex-cathedra", quer dizer, que fala e determina algo em virtude da autoridade suprema que tem como Vigário de Cristo e Cabeça Visível da Igreja, Mestre Supremo da Fé, com intenção de propor um assunto como crença obrigatória dos fiéis católicos.

O Novo Catecismo da Igreja Católica (966) nos explica assim, citando a Lumen Gneitium 59, que à sua vez cita a Bula da Proclamção do dogma:

"Finalmente a Virgem Imaculada, preservada livre de toda macha de pecado original, terminado o curso da sua vida terrena foi levada à glória do Céu e elevada ao trobno do Senhor como Rainha do Universo, para ser conformada mais plenamente a Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da mrote".

E o Papa João Paulo II, em uma das suas catequeses sobre a Assunção, explica isto mesmo nos seguintes termos:

"O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular previlégio" (JPII, 2- Julho-97).

"Contemplando o mistério da Assunção da Virgem, é possível compreender o plano da Providência Divina com respeito a humanidade: depois de Crsito, Verbo Encarnado, Maria é a primeria criatura humana que realizou o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade prometida aos eleitos mediante a ressurreição dos corpos" (JPII, Audiência Geral do 9-julho-97). Continua o Papa: "Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que 'escutam a Palavra de Deus e a cumprem'(Lc. 11,28). Nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial"(JPII, 15-agosto-97).

Os homens e mulheres de hoje vivimos pendentes do enigma da morte. Ainda que o enfoquemos de diversas formas, segundo a cultura e crenças que tenhamos, por mais que o evadimos em nosso pensamento por mais que tratemos de prolongar por todos os meios ao nosso alcane nossos dias na terra, todos temos uma necessidade grande desta esperança certa de imortalidade contida na promessa de Cristo sobre nossa futura ressurreição.

Muito bem faria a muitos cristãos ouvir e ler mais sobre este mistério da Assunção de Maria, o qual nos diz respeito tão diretamente. Por quê se chegou a difundir-se a crença no mito pagão da re-encarnação entre nós? Se pensamos bem, estas idéias estranhas à nossa fé cristão vieram metendo-se na medida em que deixamos de pensar, de predicar e de recordar aos mistérios, que como o da Assunção, têm a ver com a outra vida, com a escatologia, com as realidades últimas do ser humano.

O mistério da Assunção da Santíssima Virgem Maria ao Céu nos convida a fazer uma pausa na agitada vida que levamos para refletir sobre o sentido da nossa vida aqui na terrra, sobre o nosso fim último: a Vida Eterna, junto com a Santíssima Trindade, a Santíssima Virgem Maria e os Anjos e Santos do Céu. O fato de saber que Maria já está no Céu gloriosa em corpo e alma, como nos foi prometido aos que façamos a Vontade de Deus, nos renova a esperança em nossa futura imortalidade e felicidade perfeita para sempre.

Fonte: ACI Digital.

  • criado por  Rodrigo Magno criado por Rodrigo Magno
  • Postado em 12:54:24

A EUCARISTIA FONTE DAS VOCAÇÕES

categorias: Vocação
A Eucaristia fonte das vocações

Por ocasião da Quinta-Feira Santa, o nosso saudoso e amado Papa João Paulo II enviou para toda a Igreja uma belíssima Carta-Encíclica sobre a Eucaristia, apresentando uma síntese da doutrina católica sobre o “dom por excelência” que ela recebeu de Jesus, sublinhando a sua centralidade para a vida e a missão do Povo de Deus.

O Papa focaliza no primeiro capítulo alguns aspectos dogmáticos do “admirável Mistério”, que não podem ser diluídos nem no diálogo ecumênico, nem na tentativa de buscar soluções precipitadas a uma carência de ministros ordenados, que asseguram a celebração da Eucaristia sobretudo naquelas regiões onde a falta das vocações constitui um sério problema para a Igreja local.

Eucaristia: sacrifício, ceia e prenúncio da eternidade

A Eucaristia é, em primeiro lugar, sacrifício em sentido próprio (EE n. 13), que vem representado sacramentalmente na celebração memorial do único sacrifício de Cristo e que implica na sua presença real, a qual não exclui outros tipos de “presença”, sendo, contudo, presença "por excelência, porque é substancial” (EE n. 15).

A eficácia salvífica deste Sacramento se recebe através da comunhão com o Corpo e Sangue de Jesus, porque a Eucaristia é o verdadeiro banquete (EE n. 16) no qual Cristo oferece a si mesmo como nutrimento (cfr Jo 6,25).

A aclamação dos fiéis às palavras da consagração propõe a sua dimensão escatológica, enquanto “exprime e consolida a comunhão com a Igreja celeste” (EE n. 19), mas não tira a responsabilidade dos fiéis do dever de serem atentos ao caminho histórico da humanidade, assumindo e trabalhando seriamente com os problemas urgentes que hoje caracterizam o “mundo globalizado”, sobretudo a fome e a miséria .

No segundo capítulo João Paulo II nos convida a olharmos aquele influxo causal da Eucaristia na origem da Igreja. Ela nasceu dos apóstolos que viveram, com Cristo, a primeira experiência eucarística na ceia e no sacrifício. Isto se renova na celebração do dia-a-dia e dá sentido à frase: “A Eucaristia edifica a Igreja”. Esta verdade está contida no próprio título da Encíclica: “A Igreja vive da Eucaristia” (EE n.1). E pouco mais adiante afirma ainda: “do mistério Pascal nasce a Igreja” (EE n.3).

Mas é verdade também que “a Igreja faz a Eucaristia” (EE n. 26) e isto implica conseqüências para o apostolado da Igreja enquanto esta missão foi entregue por Jesus aos apóstolos e aos seus legítimos sucessores, uma vez que a Igreja “guarda e transmite” o bom depósito da fé com ajuda do Espírito, e também porque esta é “instituída, santificada e guiada” pelos apóstolos e seus sucessores até a segunda vinda de Cristo. (EE n.28)

Vocação sacerdotal e Eucaristia

Somente ao sacerdote ministerial compete à presidência eucarística enquanto age in persona Christi (EE n. 29) e como a Eucaristia é centro e vértice da vida da Igreja, assim também ela o é para próprio ministro ordenado (EE n. 31).

O Papa sublinha que a Eucaristia “é a principal e central razão de ser do sacramento do Sacerdócio” e portanto “centro e raiz de toda a vida do presbítero”. E prossegue: “da centralidade da Eucaristia na vida e no ministério dos sacerdotes deriva também sua centralidade na pastoral em prol das vocações sacerdotais”. (EE n. 31)

Um sacerdote que celebra bem, que adora e contempla Cristo Eucarístico é com certeza um ministro que cresce na caridade pastoral, e o seu testemunho faz fecundar no coração dos jovens a semente do chamado ao sacerdócio (EE n.32).

Disso nasce a responsabilidade dos presbíteros de favorecer celebrações autenticamente participativas e ainda de saber dobrar os joelhos diante da presença real do Senhor, dignamente e cuidadosamente conservada no tabernáculo.

O Papa nos dá testemunho disso, quando escreve: “é bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o seu peito como o discípulo predileto, deixar-se tocar pelo amor infinito de seu coração... como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, e recebi dela força, consolação, apoio!” (EE n.25)

Certamente a fecundidade pastoral do ministério papal de João Paulo II tem as suas raízes escondidas neste reclinar da sua cabeça sobre o corpo Eucarístico de Jesus. Estas reflexões e este testemunho devem constituir um motivo para interrogarmos com seriedade se atual crise das vocações não está vinculada a uma certa perda da capacidade contemplativa que, infelizmente, atinge a alguns sacerdotes. Na verdade se pode constatar hoje um certo ativismo que leva a crer que quanto mais nos agitamos, tanto mais obtemos resultados práticos, enquanto a autêntica fecundidade apostólica não se baseia tanto na multiplicidade das iniciativas, mas na qualidade destas enquanto façam transparecer o agir salvífico de Deus em benefício de seu povo. O sacerdócio assim vivido suscita em outras pessoas o desejo de doar toda vida a Deus no serviço da sua Igreja, constituindo, sem dúvida, a mais forte motivação vocacional.

Há também a necessidade de ajudar aquelas paróquias que não têm ministro ordenado, que sofrem pela falta da celebração eucarística, a entender que a forma mais eficaz de pedir ao Pai trabalhadores para a messe consiste em cultivar uma verdadeira “fome” de Eucaristia e fazer desta a raiz e o alicerce da vida espiritual deles. (EE n. 32)

O Papa sublinha que a Eucaristia “cria comunhão e educa para a comunhão” (EE n. 40). Isso implica que cada comunidade deve cuidar para não cair no isolamento, no ensimesmamento, mas procurará viver em plena comunhão com o seu Bispo, sucessor dos apóstolos, e com o Santo Padre, Sucessor de Pedro, na busca da plena comunhão com as outras Igrejas e comunidades eclesiais.

Eucaristia e a vocação de Maria

Enfim, o Papa nos propõe o ícone da “Mulher Eucarística”, ou seja, Maria, que viveu a sua fé eucarística ainda antes da instituição da Eucaristia, como Mãe do Verbo Encarnado e que, aos pés da cruz, viveu uma “comunhão espiritual de desejo e de entrega“ junto com o Filho (EE n. 57). Ela, modelo de vocação e resposta, interceda junto do Pai, para que a Igreja tenha sempre muitas vocações sacerdotais, a fim de que não falte o alimento eucarístico para nenhuma comunidade, e que cada leigo(a) descubra na Eucaristia a fonte de sua própria vocação, pois a Igreja vive da Eucaristia.

Fonte: Dom Gil Antônio Moreira
Bispo Auxiliar- Região Episcopal Ipiranga




  • criado por  Rodrigo Magno criado por Rodrigo Magno
  • Postado em 12:49:48

12.05.07

OUÇA NA INTEGRA A MENSAGEM DO PAPA EM APARECIDA

categorias: Papa Bento XVI

OUÇA NA INTEGRA A MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI APÓS A RECITAÇÃO DO SANTO ROSÁRIO!

Acesse o link ao lado: http://cancaonova2.hdtvweb.net/papa_brasil/mensa_papabs.wma

 

  • criado por  Rodrigo Magno criado por Rodrigo Magno
  • Postado em 22:10:12

10.05.07

LEIA NA INTEGRA A MENSAGEM DO PAPA NO PACAEMBU

categorias: Papa Bento XVI

OUÇA NA ÍNTEGRA TODA A MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI AOS JOVENS NO PACAEMBU:

Acesse o link ao lado: http://cancaonova2.hdtvweb.net/papa_brasil/mens_papajovens-1.wma

III - CONTINUAÇÃO DA MENSAGEM DO PAPA.

6.O Evangelho nos assegura que aquele jovem, que veio correndo ao encontro de Jesus, era muito rico. Entendemos esta riqueza não apenas no plano material. A própria juventude é uma riqueza singular. É preciso descobri-la e valorizá-la. Jesus lhe deu tal valor que convidou esse jovem para participar de sua missão de salvação. Tinha todas as condições para uma grande realização e uma grande obra.

Mas o Evangelho nos refere que esse jovem se entristeceu com o convite. Foi embora abatido e triste. Este episódio nos faz refletir mais uma vez sobre a riqueza da juventude. Não se trata, em primeiro lugar, de bens materiais, mas da própria vida, com os valores inerentes à juventude. Provém de uma dupla herança: a vida, transmitida de geração em geração, em cuja origem primeira está Deus, cheio de sabedoria e de amor; e a educação que nos insere na cultura, a tal ponto que, em certo sentido, podemos dizer que somos mais filhos da cultura e por isso da fé, do que da natureza. Da vida brota a liberdade que, sobretudo nesta fase se manifesta como responsabilidade. E o grande momento da decisão, numa dupla opção: uma quanto ao estado de vida e outra quanto à profissão. Responde à questão: que fazer com a vida?

Em outras palavras, a juventude se afigura como uma riqueza porque leva à descoberta da vida como um dom e como uma tarefa. O jovem do Evangelho percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas na hora da grande opção não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Conseqüentemente saiu dali triste e abatido. É o que acontece todas as vezes que nossas decisões fraquejam e se tornam mesquinhas e interesseiras. Sentiu que faltou generosidade, o que não lhe permitiu uma realização plena. Fechou-se sobre sua riqueza, tornando-a egoísta.

Jesus ressentiu-se com a tristeza e a mesquinhez do jovem que o viera procurar. Os Apóstolos, como todos e todas vós hoje, preenchem esta lacuna deixada por aquele jovem que se retirou triste e abatido. Eles e nós estamos alegres porque sabemos em quem acreditamos (2 Tim 1,12). Sabemos e testemunhamos com nossa própria vida que só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68). Por isso, com São Paulo, podemos exclamar: alegrai-vos sempre no Senhor (Fil 4,4).


7.Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana.

Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.

Queridos jóvenes, dentro de poco inauguraré la Quinta Conferencia del Episcopado Latinoamericano. Os pido que sigáis con atención sus trabajos; que participéis en sus debates; que recéis por sus frutos. Como ocurrió con las Conferencias anteriores, también ésta marcará de modo significativo los próximos diez años de Evangelización en América Latina y en el Caribe. Nadie debe quedar al margen o permanecer indiferente ante este esfuerzo de la Iglesia, y mucho menos los jóvenes. Vosotros con todo derecho formáis parte de la Iglesia, la cual representa el rostro de Jesucristo para América Latina y el Caribe.

Je salue les francophones qui vivent sur le Continent latino-américain, les invitant à être des témoins de l’Évangile et des acteurs de la vie ecclésiale. Ma prière vous rejoint tout particulièrement, vous les jeunes, vous êtes appelés à construire votre vie sur le Christ et sur les valeurs humaines fondamentales. Que tous se sentent invités à collaborer pour édifier un monde de justice et de paix.

Dear young friends, like the young man in the Gospel, who asked Jesus “what must I do to have eternal life?”, all of you are searching for ways of responding generously to God’s call. I pray that you may hear his saving word and become his witnesses to the people of today. May God pour out upon all of you his blessings of peace and joy.

Queridos jovens, Cristo vos chama a serem santos. Ele mesmo vos convoca e quer andar convosco, para animar com Seu espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milênio da era cristã. Peço à Senhora Aparecida que vos conduza, com seu auxílio materno e vos acompanhe ao longo da vida.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

  • criado por  Rodrigo Magno criado por Rodrigo Magno
  • Postado em 21:21:40

LEIA NA INTEGRA A MENSAGEM DO PAPA NO PACAEMBU

categorias: Papa Bento XVI

II - CONTINUAÇÃO DA MENSAGEM DO PAPA AOS JOVENS.

5.Nesta altura volto-me, de novo, para vós, jovens, querendo ouvir também de vós a resposta do jovem do Evangelho: tudo isto tenho observado desde a minha juventude. O jovem do Evangelho era bom. Observava os mandamentos. Estava pois no caminho de Deus. Por isso Jesus fitou-o com amor. Ao reconhecer que Jesus era bom, testemunhou que também ele era bom. Tinha uma experiência da bondade e por isso, de Deus. E vós, jovens do Brasil e da América Latina? Já descobristes o que é bom? Seguis os mandamentos do Senhor? Descobristes que este é o verdadeiro e único caminho para a felicidade?

Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O “amanhã” depende muito de como estais vivendo o “hoje” da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.

Muitas vezes sentimos trepidar nossos corações de pastores, constatando a situação de nosso tempo. Ouvimos falar dos medos da juventude de hoje. Revelam-nos um enorme déficit de esperança: medo de morrer, num momento em que a vida está desabrochando e procura encontrar o próprio caminho da realização; medo de sobrar, por não descobrir o sentido da vida; e medo de ficar desconectado diante da estonteante rapidez dos acontecimentos e das comunicações. Registramos o alto índice de mortes entre os jovens, a ameaça da violência, a deplorável proliferação das drogas que sacode até a raiz mais profunda a juventude de hoje. Fala-se por isso, seguidamente, de uma juventude perdida.

Mas olhando para vós, jovens aqui presentes, que irradiais alegria e entusiasmo, assumo o olhar de Jesus: um olhar de amor e confiança, na certeza de que vós encontrastes o verdadeiro caminho. Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus.

Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância. Um homem ou uma mulher despreparados para os desafios reais de uma correta interpretação da vida cristã do seu meio ambiente será presa fácil a todos os assaltos do materialismo e do laicismo, sempre mais atuantes em todos os níveis.

Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio; amparai os anciãos, pois eles merecem respeito e admiração pelo bem que vos fizeram. O Papa também espera que os jovens procurem santificar seu trabalho, fazendo-o com competência técnica e com laboriosidade, para contribuir ao progresso de todos os seus irmãos e para iluminar com a luz do Verbo todas as atividades humanas (cf. Lumen Gentium, n. 36). Mas, sobretudo, o Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais. Tenham em conta que a ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas econômicas ou políticas, com a fraude e o engano.

Definitivamente, existe um imenso panorama de ação no qual as questões de ordem social, econômica e política ganham um particular relevo, sempre que haurirem sua fonte de inspiração no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. A construção de uma sociedade mais justa e solidária, reconciliada e pacífica; a contenção da violência e as iniciativas que promovam a vida plena, a ordem democrática e o bem comum e, especialmente, aquelas que visem eliminar certas discriminações existentes nas sociedades latino-americanas e não são motivo de exclusão, mas de recíproco enriquecimento.

Tende, sobretudo, um grande respeito pela instituição do Sacramento do Matrimônio. Não poderá haver verdadeira felicidade nos lares se, ao mesmo tempo, não houver fidelidade entre os esposos. O matrimônio é uma instituição de direito natural, que foi elevado por Cristo à dignidade de Sacramento; é um grande dom que Deus fez à humanidade. Respeitai-o, venerai-o. Ao mesmo tempo, Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras. Repito aqui para todos vós que «o eros quer nos conduzir para além de nós próprios, para Deus, mas por isso mesmo requer um caminho de ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl. Deus caritas est, (25/12/2005), n. 5). Em poucas palavras, requer espírito de sacrifício e de renúncia por um bem maior, que é precisamente o amor de Deus sobre todas as coisas. Procurai resistir com fortaleza às insídias do mal existente em muitos ambientes, que vos leva a uma vida dissoluta, paradoxalmente vazia, ao fazer perder o bem precioso da vossa liberdade e da vossa verdadeira felicidade. O amor verdadeiro “procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doarse- á e desejará existir para o outro” (Ib. n. 7) e, por isso, será sempre mais fiel, indissolúvel e fecundo.

Para isso, contais com a ajuda de Jesus Cristo que, com a sua graça, fará isto possível (cf. Mt 19,26). A vida de fé e de oração vos conduzirá pelos caminhos da intimidade com Deus, e de compreensão da grandeza dos planos que Ele tem para cada um. “Por amor do reino dos céus” (ib., 12), alguns são chamados a uma entrega total e definitiva, para consagrar-se a Deus na vida religiosa, “exímio dom da graça”, como foi definido pelo Concílio Vaticano II (Decr. Perfectae caritatis, n.12). Os consagrados que se entregam totalmente a Deus, sob a moção do Espírito Santo, participam na missão de Igreja, testemunhando a esperança no Reino celeste entre todos os homens. Por isso, abençôo e invoco a proteção divina a todos os religiosos que dentro da seara do Senhor se dedicam a Cristo e aos irmãos. As pessoas consagradas merecem, verdadeiramente, a gratidão da comunidade eclesial: monges e monjas, contemplativos e contemplativas, religiosos e religiosas dedicados às obras de apostolado, membros de institutos seculares e das sociedades de vida apostólica, eremitas e virgens consagradas. “A sua existência dá testemunho do amor a Cristo quando eles se encaminham pelo seu seguimento, tal como este se propõe no Evangelho e, com íntima alegria, assumem o mesmo estilo de vida que Ele escolheu para Si” (Congr. para os Inst. de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica: Instr. Partir de Cristo, n. 5). Faço votos de que, neste momento de graça e de profunda comunhão em Cristo, o Espírito Santo desperte no coração de tantos jovens um amor apaixonado no seguimento e imitação de Jesus Cristo casto, pobre e obediente, voltado completamente à glória do Pai e ao amor dos irmãos e irmãs.


CONTINUA...

  • criado por  Rodrigo Magno criado por Rodrigo Magno
  • Postado em 21:20:51